O técnico argentino Mauricio Pochettino anunciou nesta terça-feira (26), em evento transmitido ao vivo de Manhattan, em Nova York, os 26 jogadores que defenderão os Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Após confrontar dados da Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) e informações da imprensa especializada, a lista confirmou as expectativas sobre os nomes principais, mas trouxe surpresas significativas tanto nas inclusões quanto nos cortes de jogadores que integraram o ciclo classificatório.
A principal novidade foi a convocação do meia-atacante Alejandro Zendejas, do Club América, do México. Nascido em Ciudad Juárez, na fronteira mexicana, o jogador possui dupla cidadania e chegou a atuar em partidas amistosas pela seleção mexicana, o “El Tri”, entre 2021 e 2022, antes de optar definitivamente pelos Estados Unidos. Segundo dados compilados pela imprensa esportiva, Zendejas acumulou apenas 139 minutos em seis partidas sob o comando de Pochettino — um número considerado reduzido para um convocado de Copa do Mundo, o que gerou questionamentos sobre os critérios técnicos da escolha.
A aposta em Zendejas se soma à presença de outros jogadores com ascendência mexicana no elenco americano, como o atacante Ricardo Pepi, atualmente no PSV Eindhoven, da Holanda. A presença de atletas com dupla nacionalidade reflete uma estratégia da US Soccer de ampliar seu leque de opções táticas, especialmente em posições ofensivas.
O meia Gio Reyna, do Borussia Mönchengladbach, da Alemanha, garantiu vaga para sua segunda Copa do Mundo apesar de uma temporada europeia marcada por poucos minutos em campo. A seleção norte-americana terá como principais destaques Christian Pulisic, do Milan, Tyler Adams, do Bournemouth, e Weston McKennie, da Juventus, que assumem o papel de liderança do grupo na competição.
Evento marca nova estratégia de comunicação da federação
O evento de convocação, realizado em Manhattan com a presença de DJ e torcida organizada, marcou o estilo de comunicação adotado pela federação americana na preparação para o torneio. É a primeira vez que o país-sede anuncia sua lista em cerimônia aberta ao público, refletindo a expectativa de alavancar o interesse popular pelo futebol.
História como país-sede e expectativas para 2026
Os Estados Unidos sediam a Copa do Mundo pela segunda vez — a primeira foi em 1994, quando a equipe foi eliminada pelo Brasil nas oitavas de final com gol de Bebeto. Agora, o país divide a organização do torneio com Canadá e México, na primeira edição com 48 seleções participantes e formato expandido de grupos.
A equipe americana integra o Grupo D ao lado de Paraguai, Austrália e Turquia. A estreia está marcada para o dia 12 de junho, às 22h (horário de Brasília), em Los Angeles, contra a seleção paraguaia. O objetivo dos anfitriões é superar a melhor marca histórica na competição, o bronze conquistado em 1930, na primeira edição do torneio, realizada no Uruguai.
Preparação final antes da estreia
Antes da estreia, os Estados Unidos realizarão dois amistosos preparatórios, nos quais Pochettino deverá testar formações e avaliar jogadores como Zendejas, que tiveram poucas oportunidades durante o ciclo de preparação. A expectativa é que o técnico argentino defina a escalação inicial ao longo dessas partidas.
O Brasil, por sua vez, está no Grupo C contra Marrocos, Escócia e Haiti, com estreia em 13 de junho. A lista completa dos 26 jogadores americanos foi divulgada no site da US Soccer e durante a transmissão do evento em Nova York.











