Um ataque de drone atingiu um dormitório estudantil em Starobilsk, na região de Luhansk (leste da Ucrânia ocupada pela Rússia), matando ao menos seis pessoas e ferindo outras 39 nesta sexta-feira (22). O presidente russo, Vladimir Putin, classificou a ação como um “ataque terrorista” da Ucrânia e ordenou que as Forças Armadas preparem opções de retaliação.
segundo fontes do setor, autoridades russas afirmaram que o ataque noturno com drone atingiu o prédio da Universidade Pedagógica de Luhansk. Inicialmente, foram reportados quatro mortos e 35 feridos, mas o balanço foi atualizado para ao menos seis mortos e 39 feridos ao longo da madrugada.
A Ucrânia negou ter mirado o dormitório, segundo fontes do setor. Não houve comunicado oficial detalhado de Kiev até o momento, mas a negativa ecoa a posição recorrente de que as forças ucranianas não atacam infraestrutura civil deliberadamente.
Versões conflitantes e falta de verificação independente
As informações sobre vítimas e circunstâncias do ataque provêm exclusivamente de fontes russas, sem verificação independente no terreno. A região de Luhansk está sob controle militar de Moscou desde meados de 2022, dificultando o acesso de observadores internacionais. A Rússia frequentemente classifica ações ucranianas como “terroristas”, enquanto a Ucrânia acusa o Kremlin de usar civis como escudo.
O ataque ocorreu por volta das 22h (horário local). Imagens divulgadas mostravam equipes de resgate entre os escombros do edifício. A escalada de acusações mútuas sobre alvos civis tem sido uma constante desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
Putin ordena planejamento militar e reações são aguardadas
Em pronunciamento, Putin afirmou que pediu às Forças Armadas que “preparem opções de retaliação”, sem dar detalhes sobre prazos ou natureza da resposta. A declaração foi divulgada por agências estatais russas e repercutida pela imprensa internacional.
A tensão na região foi elevada recentemente quando um jato da OTAN abateu um drone sobre a Estônia, como reportou o PIRANOT em 20 de maio. Organismos como ONU, União Europeia e OTAN ainda não se manifestaram oficialmente sobre o ataque ao dormitório, mas a comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos.











