O presidente russo Vladimir Putin visitou Pequim nesta quarta-feira (20) para a cúpula com Xi Jinping, onde recebeu uma recepção calorosa, mas deixou a capital chinesa sem um acordo para o gasoduto Power of Siberia 2, principal objetivo energético da viagem.
Segundo a análise do editor de Rússia da BBC, Steve Rosenberg, a cúpula evidenciou limites na parceria sino-russa, com Moscou buscando acelerar o projeto do gasoduto que atravessa a Mongólia até a China, mas sem avanços concretos anunciados após as negociações em Pequim (BBC).
O presidente chinês Xi Jinping saudou Putin destacando os laços “inabaláveis” entre os dois países e aproveitou para fazer uma crítica velada às políticas do ex-presidente americano Donald Trump, mencionando “contracorrentes hegemônicas correndo soltas” sem citar nomes (CBS News).
Relação histórica e impasse energético entre Rússia e China
Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, a China tornou-se o principal parceiro econômico e diplomático de Moscou, em meio ao isolamento ocidental. As frequentes reuniões entre Putin e Xi reforçam essa aproximação, mas também evidenciam as complexidades da aliança.
O gasoduto Power of Siberia 2, que prevê a exportação de gás russo via Mongólia para a China, é uma peça-chave na estratégia russa de redirecionar suas vendas de energia para a Ásia. No entanto, as negociações sobre preço e estrutura contratual estão emperradas há anos, sem avanços significativos desde a visita anterior de Putin a Pequim em setembro de 2025 (Reuters).
Próximos passos e perspectivas para a parceria energética
Após a cúpula de 20 de maio, não foram divulgados acordos oficiais sobre o gasoduto Power of Siberia 2. A Rússia deve continuar as negociações com a China, mas o calendário para um possível avanço ainda depende de futuras definições contratuais e políticas, que não foram detalhadas pelas partes.
Enquanto isso, a retórica de unidade entre Xi e Putin permanece forte, mas o impasse no projeto energético demonstra que mesmo parceiros próximos mantêm suas agendas próprias, especialmente em questões estratégicas como energia.











