sábado, 18 de julho de 2026
Publicidade
Mundo

Putin recebe acolhida calorosa de Xi, mas sai de Pequim sem acordo do gasoduto

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Putin teve recepção calorosa de Xi em Pequim, mas saiu sem acordo do gasoduto Power of Siberia 2
  • Xi destacou laços inabaláveis entre China e Rússia e criticou indiretamente políticas de Trump
  • Projeto do gasoduto, crucial para exportação russa de gás à China, enfrenta impasse em negociações
  • Rússia busca acelerar gasoduto que atravessa Mongólia, mas sem avanços concretos na cúpula
  • Desde 2022, China é principal parceiro de Moscou, mas parceria tem limites evidentes nas negociações

O presidente russo Vladimir Putin visitou Pequim nesta quarta-feira (20) para a cúpula com Xi Jinping, onde recebeu uma recepção calorosa, mas deixou a capital chinesa sem um acordo para o gasoduto Power of Siberia 2, principal objetivo energético da viagem.

Publicidade

Segundo a análise do editor de Rússia da BBC, Steve Rosenberg, a cúpula evidenciou limites na parceria sino-russa, com Moscou buscando acelerar o projeto do gasoduto que atravessa a Mongólia até a China, mas sem avanços concretos anunciados após as negociações em Pequim (BBC).

O presidente chinês Xi Jinping saudou Putin destacando os laços “inabaláveis” entre os dois países e aproveitou para fazer uma crítica velada às políticas do ex-presidente americano Donald Trump, mencionando “contracorrentes hegemônicas correndo soltas” sem citar nomes (CBS News).

Publicidade

Relação histórica e impasse energético entre Rússia e China

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, a China tornou-se o principal parceiro econômico e diplomático de Moscou, em meio ao isolamento ocidental. As frequentes reuniões entre Putin e Xi reforçam essa aproximação, mas também evidenciam as complexidades da aliança.

O gasoduto Power of Siberia 2, que prevê a exportação de gás russo via Mongólia para a China, é uma peça-chave na estratégia russa de redirecionar suas vendas de energia para a Ásia. No entanto, as negociações sobre preço e estrutura contratual estão emperradas há anos, sem avanços significativos desde a visita anterior de Putin a Pequim em setembro de 2025 (Reuters).

Publicidade

Próximos passos e perspectivas para a parceria energética

Após a cúpula de 20 de maio, não foram divulgados acordos oficiais sobre o gasoduto Power of Siberia 2. A Rússia deve continuar as negociações com a China, mas o calendário para um possível avanço ainda depende de futuras definições contratuais e políticas, que não foram detalhadas pelas partes.

Enquanto isso, a retórica de unidade entre Xi e Putin permanece forte, mas o impasse no projeto energético demonstra que mesmo parceiros próximos mantêm suas agendas próprias, especialmente em questões estratégicas como energia.


Publicidade