A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira (20 de maio) que uma vacina contra o surto de Ebola causado pela espécie Bundibugyo pode levar de seis a nove meses para ficar disponível. Enquanto isso, o número de mortes chega a 139, e mais de 600 casos suspeitos foram registrados na República Democrática do Congo (RDC) e Uganda, segundo dados da OMS e do jornal The Guardian.
O surto, que começou em 24 de abril de 2026 em Bunia, província de Ituri, já se espalhou para as províncias de North Kivu, South Kivu e atingiu Goma, cidade de 850 mil habitantes com aeroporto internacional, elevando o risco de transmissão além das fronteiras. Dois casos foram confirmados em Kampala, capital de Uganda.
Histórico e escala do surto
A espécie Bundibugyo do vírus Ebola foi identificada pela primeira vez em 2007, em Uganda, com taxa de mortalidade em torno de 34%, inferior à da espécie Zaire, que chega a 90%. Até o momento, não existe vacina aprovada contra essa cepa; o imunizante licenciado protege apenas contra a espécie Zaire. Surtos anteriores de Bundibugyo em Uganda (2007) e RDC (2012) foram controlados em poucos meses e tiveram impacto urbano limitado.
O atual surto, registrado a partir de 24 de abril, já é o mais amplo da espécie, com transmissão para grandes centros e ampla circulação comunitária, conforme alerta da OMS.
Resposta internacional e próximos passos
A Africa CDC declarou emergência continental e destinou US$ 2 milhões para conter a epidemia. Ruanda fechou sua fronteira com a RDC. A OMS afirmou que ainda não há opções terapêuticas aprovadas e que as duas vacinas candidatas disponíveis estão em fase de testes clínicos, o que explica o prazo de seis a nove meses para uma vacina.
Dois cidadãos americanos infectados foram transferidos para a Europa para monitoramento médico, segundo a NBC News. As autoridades de saúde continuam a vigilância epidemiológica e aceleram os estudos para conter a expansão do surto.











