sábado, 18 de julho de 2026
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Mundo

Rússia conclui testes do míssil “Satanás”, capaz de destruir área do tamanho da França

Arma intercontinental, apelidada de ‘Satanás’ pela Otan, pode carregar até 15 ogivas nucleares e atinge alvos a 18 mil quilômetros de distância

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Míssil RS-28 Sarmat, apelidado de ‘Satanás’, é capaz de devastar área do tamanho da França.
  • Alcance superior a 18 mil km e capacidade de carregar até 15 ogivas nucleares independentes.
  • Pode sobrevoar o Polo Sul para escapar de defesas antimísseis dos EUA.
  • Substituirá os antigos mísseis soviéticos R-36M e deve entrar em serviço até 2026.
  • Putin classificou a arma como ‘invencível’ em discurso de 2018.

O Ministério da Defesa da Rússia finalizou os testes do RS-28 Sarmat, míssil balístico intercontinental que entrará em operação nos próximos meses com capacidade de destruir uma área do tamanho da França. A informação foi confirmada por agências estatais russas, que classificaram o armamento como a peça central da modernização das forças nucleares do país.

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Apelidado de ‘Satanás’ pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — em referência ao antecessor SS-18 —, o Sarmat tem alcance superior a 18 mil quilômetros e pode transportar até 15 ogivas nucleares múltiplas e independentes. Cada uma delas é capaz de atingir alvos diferentes, o que amplia exponencialmente seu poder de destruição.

Segundo os dados oficiais russos, o míssil é equipado com sistemas de contramedidas que dificultam a interceptação por escudos antimísseis. Ele pode realizar trajetórias imprevisíveis e, de forma inédita, sobrevoar o Polo Sul para atingir alvos no hemisfério ocidental — uma rota que contorna as defesas baseadas no Ártico e no Pacífico.

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Tecnologia de evasão e rota pelo Polo Sul

“Ele é invencível”, declarou o presidente Vladimir Putin durante o anúncio do projeto, em 2018. A frase foi repetida por porta-vozes militares após cada teste bem-sucedido, reforçando a retórica de dissuasão estratégica do Kremlin.

Substituição do arsenal soviético

O RS-28 Sarmat substituirá gradualmente os mísseis R-36M Voyevoda, de fabricação soviética, que compõem a espinha dorsal da força nuclear russa há décadas. A expectativa do governo russo é que os primeiros regimentos estejam operacionais até o final de 2026, conforme cronograma divulgado pelo Ministério da Defesa.

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Especialistas em segurança internacional apontam que o novo míssil mantém a paridade estratégica com os Estados Unidos, mas eleva o risco de uma nova corrida armamentista. O alcance estendido e a capacidade de saturar defesas antimísseis tornam o Sarmat uma arma de primeiro ataque, com potencial para desestabilizar o equilíbrio nuclear global.


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