As internações por Influenza em Piracicaba mais que dobraram no primeiro quadrimestre de 2026, acendendo um alerta na Secretaria Municipal de Saúde. Foram 15 casos entre 1º de janeiro e 20 de abril, contra apenas 7 no mesmo período do ano passado, uma alta de 114%.
O salto é mais intenso que o registrado em 2025, quando a cidade contabilizou 26 mortes por complicações gripais e síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) apenas entre abril e o início de junho. Até julho, o número de óbitos subiu para 36, conforme a Vigilância Epidemiológica municipal.
A escalada regional reforça a gravidade. Campinas, por exemplo, registrou 57 mortes por gripe em 2025, quase o dobro das 30 de 2024, segundo monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde. Já a região de Piracicaba somou 174 casos e 26 óbitos por SRAG por influenza de janeiro a outubro de 2024.
Vacinação ganha horário estendido e Dia D em abril
Para conter o avanço da doença, a Prefeitura de Piracicaba ampliou a vacinação com medidas práticas. Desde o início da campanha de 2026, em 31 de março, cinco unidades de saúde passaram a funcionar até as 19h ou 20h, buscando alcançar trabalhadores que não conseguem se vacinar durante o horário comercial.
“A ampliação busca reduzir a circulação do vírus, especialmente agora que as internações dispararam”, afirmou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Maria do Carmo Ferreira, em nota divulgada pela prefeitura.
No sábado, 11 de abril, um novo Dia D de mobilização foi realizado com postos abertos das 8h às 15h. A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários – gestantes, crianças, idosos, puérperas, professores e profissionais da saúde – até o fim da campanha, em 30 de maio.
Mortes por gripe marcaram 2025 e região acumula casos
O histórico recente mostra que a gripe tem sido uma ameaça persistente em Piracicaba. Em 2025, a cidade contabilizou 26 mortes por complicações gripais entre abril e junho, número que subiu para 36 óbitos até julho, de acordo com a Vigilância Epidemiológica.
A região de Piracicaba já havia registrado, em 2024, 174 casos e 26 mortes por SRAG causada por influenza, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde. Apesar do cenário preocupante, a adoção de medidas de contenção mostrou eficácia: em maio de 2025, os casos respiratórios graves tiveram queda de 68% na região.
Em 2025, a campanha de vacinação foi estendida a toda a população acima de seis meses em 20 de maio. Até junho, mais de 65 mil pessoas já haviam sido imunizadas, sendo 37.638 dos grupos prioritários, informou a Vigilância Epidemiológica.
Cobertura vacinal ainda preocupa autoridades
Apesar dos esforços, a cobertura entre os grupos mais vulneráveis segue abaixo do ideal. Em 3 de junho de 2025, apenas 37.638 das 65 mil doses aplicadas foram destinadas a idosos, gestantes e crianças, justamente os mais suscetíveis a complicações.
A vacina disponível na rede pública protege contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B. A Prefeitura manteve em 2026 a liberação para toda a população acima de seis meses, repetindo a estratégia do ano anterior para aumentar a proteção coletiva.
Com a meta de 90% de cobertura nos grupos prioritários, a administração municipal reforça que a imunização é a principal ferramenta para evitar novas mortes e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde, que já registra 15 internações por gripe em 2026.











