Grandes empresas americanas estão resgatando regras internas rígidas, com menos flexibilidade e mais supervisão, segundo reportagem da Bloomberg. A Target e a Starbucks, por exemplo, passaram a limitar estampas, cores e elementos visuais nas roupas dos funcionários. O movimento inclui ainda o retorno obrigatório ao trabalho presencial e a intensificação do monitoramento da produtividade, conforme apurado pela agência.
Enquanto isso, o debate sobre saúde mental avança na sociedade. “Com o tempo, o burnout deixou de ser tratado como fragilidade individual e passou a ser entendido como reflexo de culturas organizacionais adoecidas”, diz Tatiana, especialista citada em reportagem do G1 Economia. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) usaram a personagem Miranda Priestly, de “O Diabo Veste Prada”, em publicação no Instagram para exemplificar abusos no ambiente profissional, alcançando mais de 50 mil curtidas.
O contraste expõe um choque entre práticas abusivas do passado e a nova consciência trabalhista: enquanto o cinema revisita figuras de chefes tóxicos sob o filtro da responsabilização, empresas reais endurecem o controle sobre seus quadros.
Transformação da cultura de trabalho desde os anos 2000
A cultura de trabalho das últimas décadas naturalizou chefes abusivos e jornadas exaustivas, retratadas em filmes como “O Diabo Veste Prada”. “Ser ‘workaholic’ era romantizado”, aponta a reportagem do G1, que destaca a crença de que “a pressão extrema gerava excelência”. Esse cenário começou a mudar com o avanço das discussões sobre burnout, assédio moral e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
O CNJ e o TST usaram a personagem Miranda Priestly em uma publicação nas redes sociais para exemplificar condutas abusivas no ambiente profissional — a postagem alcançou mais de 50 mil curtidas no Instagram. A iniciativa mostra como instituições oficiais passaram a se engajar no debate sobre saúde mental no trabalho.
A transformação, porém, não é linear: enquanto a ficção revisita os excessos do passado, grandes empresas endurecem regras de vestimenta e monitoramento, sinalizando uma nova era de controle que contrasta com a crescente consciência sobre saúde mental no trabalho.
Choque entre passado e presente nas empresas
O discurso da cultura saudável ganhou espaço nas grandes empresas, mas, na prática, a vigilância e a rigidez se intensificam. Segundo a Bloomberg, há uma retomada da lógica de controle, com menos flexibilidade, mais supervisão e regras internas mais rígidas. Empresas como Target e Starbucks passaram a limitar estampas, cores e elementos visuais usados por funcionários nas lojas.
O retorno obrigatório ao trabalho presencial e a intensificação do monitoramento da produtividade se espalham. “Com o tempo, o burnout deixou de ser tratado como fragilidade individual e passou a ser entendido como reflexo de culturas organizacionais adoecidas”, diz Tatiana, fontes consultadas pelo G1.
Trabalhadores enfrentam, assim, um ambiente contraditório: de um lado, maior consciência sobre direitos e saúde mental; de outro, novas formas de controle que remetem a práticas abusivas do passado. A romantização do ‘workaholic’ perde força, mas o endurecimento das relações de trabalho mostra que a transição para culturas genuinamente saudáveis ainda está longe de ser linear.
❓ Perguntas frequentes
Quais empresas estão endurecendo as regras para funcionários?
Grandes empresas americanas como Target e Starbucks estão limitando estampas, cores e elementos visuais nas roupas dos funcionários, além de exigir retorno ao trabalho presencial e intensificar o monitoramento da produtividade, segundo a Bloomberg.
O que mudou na visão sobre burnout nos últimos anos?
O burnout deixou de ser tratado como fragilidade individual e passou a ser entendido como reflexo de culturas organizacionais adoecidas, segundo especialista ouvida pelo G1. Isso reflete uma maior consciência sobre saúde mental no trabalho.
Como o cinema e as empresas reais divergem sobre chefes abusivos?
Enquanto filmes como ‘O Diabo Veste Prada’ são revisitados para exemplificar condutas abusivas, empresas reais endurecem o controle sobre funcionários, mostrando um choque entre a nova consciência trabalhista e práticas rígidas do passado.
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