sábado, 18 de julho de 2026
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Estudo do ICMBio mostra retorno de R$ 15,60 no PIB para cada real aplicado, enquanto autarquia sofre com recursos estagnados e riscos de desmonte.

Turismo em unidades de conservação federais movimenta R$ 40,7 bilhões e reforça pressão por investimentos

Estudo do ICMBio mostra retorno de R$ 15,60 no PIB para cada real aplicado, enquanto autarquia sofre com recursos estagnados e riscos de desmonte.

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Turismo em UCs federais movimentou R$ 40,7 bi em 2025, com 332,5 mil empregos gerados.
  • Cada R$ 1 investido retornou R$ 15,60 ao PIB e R$ 2,30 em tributos.
  • Orçamento do ICMBio está estagnado em R$ 1,3 bi, apesar da arrecadação tributária superior a R$ 2,9 bi.
  • Propostas de redução de áreas protegidas tramitam no Congresso, ameaçando ganhos econômicos e ambientais.

O turismo em unidades de conservação federais injetou R$ 40,7 bilhões na economia em 2025, com R$ 20,3 bilhões de valor agregado direto ao PIB e 332,5 mil empregos gerados. O retorno por real investido chega a R$ 15,60, conforme dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Apesar disso, o orçamento da autarquia permanece em R$ 1,3 bilhão.

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O levantamento do ICMBio consolida as áreas protegidas como motor econômico, especialmente após a retomada do turismo pós-pandemia. A visitação bateu recorde em 2025, impulsionada pelo ecoturismo e pela busca por destinos de natureza.

A disparidade entre o impacto bilionário e os recursos disponíveis expõe um descompasso histórico. Enquanto a arrecadação tributária gerada pelo turismo nas unidades supera o dobro do orçamento, a capacidade de gestão segue limitada.

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Retorno econômico supera em 15 vezes o investimento

Cada R$ 1 aplicado nas unidades de conservação federais gerou R$ 15,60 em valor agregado ao PIB, de acordo com o estudo do ICMBio. Em tributos, o retorno foi de R$ 2,30 para cada real investido. Os números reforçam a tese de que conservação e desenvolvimento econômico não são antagônicos.

A arrecadação tributária total proveniente do turismo nas UCs superou R$ 2,9 bilhões, valor que sozinho já ultrapassa o orçamento do ICMBio. “As unidades de conservação são fundamentais no enfrentamento da crise climática e na geração de emprego e renda, especialmente no contexto da COP30”, afirmou Mauro Pires, presidente do instituto, em comunicado oficial.

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O efeito multiplicador se espalha por setores como hospedagem, alimentação e transporte, dinamizando economias regionais. Parques nacionais como a Tijuca e Iguaçu estão entre os principais destinos, concentrando parte expressiva dos 332,5 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Orçamento estagnado acirra pressão por mais recursos

O orçamento do ICMBio para 2025 foi fixado em R$ 1,3 bilhão, conforme dados oficiais do governo federal. O valor é inferior à arrecadação tributária gerada pelo turismo nas UCs e contrasta com o crescimento da visitação. O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) aponta que limitações fiscais seguem restringindo investimentos em infraestrutura e fiscalização, mesmo com aumento nas verbas de combate a queimadas.

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A pressão por mais recursos ganhou corpo com o estudo do ICMBio, usado como instrumento de advocacy orçamentária. Entidades ambientalistas e parlamentares ligados à pauta verde cobram revisão das dotações, argumentando que o retorno econômico justifica ampliação imediata.

A estagnação orçamentária ocorre em um ano de recorde de visitação, o que agrava o desgaste da infraestrutura e a demanda por serviços. Sem novos aportes, a tendência é de deterioração da experiência turística e aumento dos riscos ambientais.

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Riscos de desmonte ameaçam ganhos econômicos

Cortes orçamentários que mantêm o ICMBio com cerca de R$ 1,3 bilhão anuais dificultam a fiscalização e a manutenção das unidades de conservação, ampliando a vulnerabilidade a incêndios, desmatamento e invasões. A falta de recursos compromete a capacidade do órgão de proteger esses territórios.

Paralelamente, propostas de redução de áreas protegidas tramitam no Congresso Nacional, o que representaria retrocesso ambiental e prejuízo ao turismo. Setores econômicos que dependem da visitação, como agências de ecoturismo e comunidades locais, seriam diretamente afetados.

Sem investimento adequado, o país arrisca perder não apenas biodiversidade, mas também um motor econômico que gera R$ 15,60 no PIB para cada real aplicado. A combinação de orçamento estagnado e risco de desmonte legislativo coloca em xeque o legado da COP30 e a imagem do Brasil como potência ambiental.

Perguntas frequentes

Quanto o turismo em parques federais gerou para a economia em 2025?

O turismo em unidades de conservação federais movimentou R$ 40,7 bilhões, com R$ 20,3 bilhões de valor agregado direto ao PIB e geração de 332,5 mil empregos, segundo estudo do ICMBio.

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Qual o retorno do investimento em unidades de conservação?

Cada R$ 1 investido nas UCs federais gerou R$ 15,60 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em tributos, de acordo com levantamento do ICMBio.

Por que o orçamento do ICMBio é considerado insuficiente?

O orçamento de R$ 1,3 bilhão é inferior à arrecadação tributária gerada pelo turismo nas UCs e não acompanha o crescimento da visitação, limitando fiscalização e manutenção.

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