sábado, 18 de julho de 2026
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Roger Sweet, designer que concebeu o boneco em 1982, faleceu em 28 de abril de 2026, deixando um legado bilionário e uma luta por reconhecimento.

Designer do He-Man morre aos 91 anos sem receber royalties pelo brinquedo bilionário

Roger Sweet, designer que concebeu o boneco em 1982, faleceu em 28 de abril de 2026, deixando um legado bilionário e uma luta por reconhecimento.

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Designer criou o boneco He-Man em 1982 e nunca recebeu royalties.
  • Franquia Masters of the Universe faturou bilhões para a Mattel.
  • Série animada de 1983 funcionou como marketing e moldou uma geração.
  • Contratos da indústria de brinquedos tiram direitos de criadores.
  • Morte de Sweet aos 91 anos reacende debate sobre crédito e compensação.

Roger Sweet, o designer que deu forma a um dos brinquedos mais lucrativos da história, morreu sem receber os royalties proporcionais ao sucesso de sua criação. Ele faleceu em 28 de abril de 2026, aos 91 anos, em um centro de cuidados nos Estados Unidos, vítima de um quadro de demência, conforme informou sua viúva ao site TMZ.

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Antes de entrar para a Mattel, Sweet trilhou um caminho pouco usual. Formado em design, trabalhou na Procter & Gamble e, posteriormente, na Boeing, onde projetou interiores de aviões 747, segundo perfil da revista Veja.

Sua entrada na fabricante de brinquedos, na década de 1970, o colocou no departamento preliminar da empresa. No início dos anos 1980, a Mattel buscava um concorrente à altura do sucesso de G.I. Joe, da Hasbro, e Sweet recebeu a missão de conceber uma linha de bonecos de ação, conforme relato do NaTelinha.

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O protótipo que virou fenômeno cultural

Sweet apresentou três protótipos: um soldado, um astronauta e um bárbaro com torso musculoso e armadura rudimentar. A aposta no guerreiro de Eternia se mostrou acertada. O boneco He-Man, lançado em 1982, deu origem à franquia multimídia “Mestres do Universo”.

A série animada de 1983, produzida pela Filmation, transformou o brinquedo em um fenômeno cultural global. No Brasil, estreou em 1985 e rapidamente se tornou um marco na infância de uma geração, impulsionando vendas recordes, segundo reportagem de O Povo.

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“Roger faleceu em um centro de cuidados onde estava internado”, declarou a viúva ao TMZ. A confirmação da causa da morte reacendeu discussões sobre a vulnerabilidade de criadores em grandes corporações.

A estratégia de marketing que mudou a indústria

A criação de He-Man foi parte de uma estratégia de marketing da Mattel para competir com a Hasbro, conforme análise do portal Duplaie. A empresa percebeu que precisava criar narrativas para vender brinquedos. A série animada funcionava como um comercial de 22 minutos para os bonecos, veículos e playsets da linha Masters of the Universe.

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O modelo, inovador para a época, tornou-se padrão na indústria de brinquedos, sendo replicado por franquias como Transformers e ThunderCats. Quatro décadas depois, a franquia segue ativa, com novas séries, filmes e colecionáveis, provando que a união entre conteúdo e produto criou um legado duradouro.

Reconhecimento tardio e a luta por crédito

Diferentemente de artistas de quadrinhos ou autores de livros, designers de brinquedos frequentemente assinam contratos que cedem todos os direitos de propriedade intelectual às empresas, ficando à margem dos lucros. Sweet nunca recebeu compensação financeira proporcional ao sucesso do personagem.

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A Mattel, que faturou bilhões com a franquia, nunca incluiu Sweet nos créditos públicos de forma destacada. A situação ecoa outros casos emblemáticos, como o da criadora da Barbie, Ruth Handler, que ao menos teve seu nome associado à boneca. Sweet permaneceu anônimo para o grande público, mesmo com He-Man tendo se tornado um ícone cultural.

O debate sobre royalties na indústria de brinquedos ganhou força nos últimos anos, mas a morte de Sweet evidencia que pouco mudou na prática. Designers seguem como peças substituíveis em engrenagens corporativas, enquanto suas criações geram receitas contínuas por décadas. O legado de Sweet, agora, depende da memória dos fãs — e da disposição da Mattel em corrigir, ainda que tardiamente, essa lacuna histórica.


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