sábado, 18 de julho de 2026
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Família deixou o bairro após os agressores — quatro adolescentes e um adulto — ameaçarem atear fogo na casa; irmã da vítima foi morta há oito anos no mesmo local

Menino de 10 anos foge por 48 horas após estupro coletivo e só sai de carro abandonado por fome, relata mãe

Família deixou o bairro após os agressores — quatro adolescentes e um adulto — ameaçarem atear fogo na casa; irmã da vítima foi morta há oito anos no mesmo local

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Vítima de 10 anos dormiu dois dias em carro abandonado por medo de represálias.
  • Agressores ameaçaram atear fogo na casa da família caso o crime fosse denunciado.
  • Irmã da vítima, de 3 anos, foi abusada e morta no mesmo bairro há oito anos.
  • Adulto preso na Bahia e quatro adolescentes apreendidos; imagens do crime foram gravadas pelos suspeitos.

Um menino de 10 anos, vítima de estupro coletivo, dormiu dois dias dentro de um carro abandonado, aterrorizado pela ameaça dos agressores de incendiar a casa da família. O crime ocorreu em 21 de abril de 2026, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, e envolveu outra criança de 7 anos.

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A família só localizou o garoto após registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento. Ele cedeu ao cansaço e à fome, mas o medo de represálias o manteve escondido por quase 48 horas, segundo relato da mãe.

Os suspeitos — quatro adolescentes conhecidos da vítima e um adulto identificado como Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos — foram identificados depois que as imagens do ataque, gravadas por eles próprios, circularam nas redes sociais. A Polícia Civil de São Paulo prendeu o adulto no interior da Bahia, e a transferência para a capital estava prevista para 5 de maio de 2026.

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Ciclo de violência e impunidade no bairro

O caso reabriu uma ferida familiar. Há oito anos, uma irmã da vítima, de apenas 3 anos, foi abusada sexualmente e morta no mesmo bairro. Dois homens foram presos pelo crime anterior, mas a mãe afirmou que nada trará a filha de volta.

A repetição da violência escancara um ciclo de impunidade na região. Bruno Matos, presidente do Instituto de Criminalística e Análise de Provas (ICAN/SP), revelou que a área já foi alvo, dois anos atrás, de uma investigação com autoridades internacionais em busca de criminosos sexuais. O esquema envolvia a oferta de cestas básicas para dopar crianças, abusar delas e vender o conteúdo para o mercado de pedofilia.

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A mãe, que não teve o nome divulgado, descreveu o impacto emocional de reviver a dor. “Estou com muito ódio”, declarou. Segundo ela, os agressores adolescentes do novo caso eram conhecidos da família e brincavam com o menino. O adulto preso não era próximo.

Investigação a partir de imagens nas redes sociais

A investigação que levou à identificação dos suspeitos teve início com a circulação das imagens do crime nas redes sociais. Os próprios agressores gravaram o ataque e distribuíram o conteúdo, o que permitiu à polícia chegar aos envolvidos, conforme informou o 63º DP (Vila Jacuí), responsável pelo inquérito.

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O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, afirmou que “as imagens e os gritos ficaram no meu subconsciente”, evidenciando a brutalidade do material que serviu de prova. A delegada responsável pelo caso detalhou que as vítimas foram atraídas para um imóvel com a promessa de ganhar linha para pipa.

A família foi forçada a deixar o bairro após as ameaças de morte. O caso corre sob sigilo, mas a polícia trabalha para concluir o inquérito e responsabilizar todos os envolvidos. A Secretaria de Segurança Pública informou que Alessandro deve ser transferido para São Paulo em 5 de maio de 2026.

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