sábado, 18 de julho de 2026
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Crime ocorreu em São Miguel Paulista; vítimas de 7 e 10 anos foram atraídas por convite para empinar pipa

‘Brincadeira que saiu do tom’, disseram a delegado adolescentes apreendidos por estupro coletivo em SP

Crime ocorreu em São Miguel Paulista; vítimas de 7 e 10 anos foram atraídas por convite para empinar pipa

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Vítimas de 7 e 10 anos foram atraídas com convite para empinar pipa em São Miguel Paulista
  • Adolescentes de 14 a 16 anos chamaram o estupro coletivo de 'brincadeira que saiu do tom'
  • Vizinhos desaconselharam a família a denunciar, atrasando a investigação
  • Adulto filmou os abusos e fugiu para a Bahia; foi preso em Brejões

Quatro adolescentes de 14 a 16 anos classificaram o estupro coletivo de duas crianças de 7 e 10 anos como uma “brincadeira que saiu do tom”, segundo a Polícia Civil de São Paulo. A versão foi apresentada durante depoimento na delegacia e imediatamente rechaçada pelo delegado responsável pelo caso, que qualificou o crime como hediondo.

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O crime ocorreu em abril de 2026 em São Miguel Paulista, zona leste da capital paulista. As vítimas foram atraídas pelos agressores com um convite para empinar pipa.

Um adulto, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, filmou os abusos e divulgou os vídeos por aplicativo de mensagem. Ele fugiu para a Bahia e foi preso em Brejões na noite de 1º de maio de 2026.

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Versão dos adolescentes e reação da polícia

Os quatro adolescentes foram apreendidos e conduzidos à delegacia pela própria mãe de um deles. Conforme a Polícia Civil, a mulher estava preocupada com a segurança dos filhos nas ruas após a repercussão do crime.

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“A frieza com que eles relataram o crime é estarrecedora. Minimizaram um ato de extrema violência sexual contra crianças como se fosse algo corriqueiro”, afirmou o delegado à reportagem. Os jovens confirmaram participação, mas insistiram na tese de que tudo não passou de uma “brincadeira que saiu do tom”.

A Polícia Civil investiga possíveis ameaças aos adolescentes, mas essas apurações não integram formalmente o inquérito principal até o momento. O foco segue na responsabilização de todos os envolvidos.

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Omissão de vizinhos atrasou denúncia

A denúncia à polícia foi retardada por pressão de vizinhos, que desaconselharam a família das vítimas a procurar as autoridades. O constrangimento gerado pela omissão da comunidade é um dos pontos que a Polícia Civil ainda investiga.

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O subprefeito da região, Divaldo Rosa, tomou conhecimento dos vídeos do crime que circulavam em aplicativos de mensagem e acionou o Conselho Tutelar. O órgão, por sua vez, comunicou a polícia, o que foi determinante para o início das apurações.

A atuação da subprefeitura expôs a vulnerabilidade social na área e a resistência local em envolver as autoridades. O caso evidencia como a falta de acolhimento e o medo de retaliação podem silenciar vítimas em comunidades periféricas.

Prisão do adulto e desfecho

Alessandro Martins dos Santos fugiu para a Bahia logo após o crime, temendo ser morto por uma facção criminosa. Ele foi preso pela Polícia Civil na noite de 1º de maio de 2026, em Brejões, onde se escondia.

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Parentes de Santos já planejavam entregá-lo às autoridades, segundo informações da corporação. Enquanto isso, os quatro adolescentes foram levados à delegacia pela própria mãe, preocupada com a segurança deles diante do risco de represálias.

O delegado rechaçou a versão dos jovens e tratou o caso como crime hediondo. A demora na denúncia — atribuída à omissão de vizinhos que desaconselharam a família das vítimas — é analisada como fator que retardou as prisões.


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