Entre 300 mil e 400 mil brasileiros sofrem infartos todos os anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Muitos desses casos poderiam ser evitados se os sinais de alerta fossem reconhecidos a tempo. O problema é que uma série de mitos sobre a dor no peito leva as pessoas a ignorarem sintomas e atrasarem o socorro.
\n\n\n\nCardiologistas ouvidos pela reportagem alertam: a dor no peito nem sempre é forte e aguda, e pode ser o único sinal de que o coração está em perigo. Conheça os cinco mitos mais comuns e entenda como agir diante de um possível infarto.
\n\n\n \n\nMito 1: Dor no peito é sempre forte e aguda
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A crença de que um infarto provoca uma dor intensa e lancinante é um dos equívocos mais perigosos. Segundo o cardiologista Marcelo Bergamo, a dor pode ser leve, em aperto ou queimação, e não necessariamente intensa.
\n\n\n\n“Pode ser um desconforto passageiro, que dura alguns minutos, e a pessoa ignora”, alerta o médico em entrevista à imprensa. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reforça que a manifestação varia: em vez de uma pontada forte, o paciente pode sentir peso, opressão ou queimação no peito.
\n\n\n\nIgnorar esses sinais sutis pode adiar o socorro e aumentar o risco de morte. O Ministério da Saúde indica que a maioria dos infartos ocorre com sintomas leves no início.
\n\n\n \n\nMito 2: Dor no peito é o único sintoma de infarto
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O infarto pode se manifestar sem dor no peito. Dados do Ministério da Saúde mostram que sintomas atípicos como falta de ar, náusea, dor nas costas ou na mandíbula são comuns, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos.
\n\n\n\n“Muitos pacientes chegam ao hospital com outros sinais e demoram a receber o diagnóstico correto”, afirma o cardiologista Marcelo Sampaio, do Hospital das Clínicas, em reportagem. O infarto silencioso, sem dor torácica, é mais frequente nesses grupos, mas pode afetar qualquer pessoa.
\n\n\n\nPor isso, qualquer desconforto súbito na região do tórax ou sintomas associados deve ser investigado com urgência. A SBC recomenda que, diante de sinais como cansaço extremo ou sudorese fria, a pessoa procure atendimento imediato.
\n\n\n\n\nMito 3: Se a dor passar, o risco acabou
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Dor no peito que vai e vem não deve ser ignorada. De acordo com a SBC, a dor intermitente pode ser sinal de angina instável, condição que frequentemente precede um infarto.
\n\n\n\n“A dor pode desaparecer, mas o risco de um evento cardíaco permanece”, alerta o cardiologista Fernando Bergamo. A angina instável ocorre quando há obstrução parcial e temporária de uma artéria coronária. Se não tratada, a obstrução pode se tornar completa, levando ao infarto.
\n\n\n\nNo Brasil, estima-se que ocorram entre 300 mil e 400 mil infartos por ano, segundo o Ministério da Saúde. Ignorar o sintoma por ele ter sido breve é um erro que pode custar a vida. O recomendado é procurar um serviço de emergência imediatamente.
\n\n\n\n\nMito 4: Infarto só acontece em idosos ou homens
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O infarto não é exclusividade de idosos ou do sexo masculino. Dados do Ministério da Saúde indicam que, embora a incidência seja maior após os 60 anos, o número de casos entre jovens adultos — especialmente homens a partir dos 30 — vem crescendo.
\n\n\n\n“A mulher muitas vezes acha que infarto é coisa de homem e demora a procurar ajuda. Isso pode ser fatal”, alertou o cardiologista Roberto Kalil, em entrevista à imprensa. Nas mulheres, os sintomas costumam ser subdiagnosticados porque fogem do quadro clássico: falta de ar, dor nas costas, náuseas ou cansaço extremo são comuns.
\n\n\n\nSegundo a SBC, as mulheres têm maior probabilidade de morrer de infarto do que os homens, em parte pelo atraso na busca por atendimento. O Ministério da Saúde reforça que qualquer pessoa com dor no peito, independentemente da idade ou sexo, deve procurar atendimento médico imediato.
\n\n\n\n\nMito 5: Quem tem saúde boa está imune
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A ideia de que pessoas saudáveis não correm risco de infarto é perigosa. Dados da SBC indicam que fatores genéticos e estresse podem desencadear um ataque cardíaco mesmo em quem nunca teve sintomas ou doenças prévias.
\n\n\n\n“Não adianta achar que, por ter boa saúde, está imune. O infarto pode ser a primeira manifestação de uma doença que estava silenciosa”, afirmou o cardiologista Roberto Bergamo em entrevista. Ele defende check-ups regulares e atenção a sinais como dor no peito, cansaço excessivo e sudorese fria.
\n\n\n\nIgnorar esses alertas pode ser fatal. A banalização da dor no peito, especialmente entre jovens e atletas, é um erro que custa vidas. O Ministério da Saúde reforça que a prevenção não se limita a quem já tem diagnóstico.
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