O senador Flávio Bolsonaro (PL) é mais rejeitado como candidato à Presidência do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aponta pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada pela CNN Brasil. Enquanto Lula registra 44,9% de rejeição ao cargo, o nome de Flávio alcança 49,8%.
A pesquisa ouviu 5.008 pessoas em todo o território nacional entre 22 e 27 de abril, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. Os números gerais de rejeição mostram Lula com 51% e Flávio com 49,8%.
A diferença no recorte para a Presidência revela que o sobrenome Bolsonaro pesa mais na rejeição política do que a experiência de Lula. O cenário impõe desafios distintos para ambas as campanhas.
Metodologia e dados da pesquisa
O levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg foi realizado por recrutamento digital aleatório e entrevistas online. A amostra de 5.008 pessoas é representativa da população brasileira, com controle de cotas por sexo, idade, escolaridade, renda e região.
Segundo a pesquisa, a rejeição geral a Lula atinge 51%, enquanto a de Flávio fica em 49,8% — diferença de 1,2 ponto percentual, dentro da margem de erro. Já na pergunta específica sobre a Presidência, a rejeição de Flávio (49,8%) supera a de Lula (44,9%) em 4,9 pontos, diferença estatisticamente significativa.
Os dados indicam que Flávio enfrenta resistência maior como candidato potencial, mesmo entre eleitores que rejeitam Lula de forma genérica.
Comparação entre pai e filho
Embora Lula lidere a rejeição geral, o cenário se inverte quando o foco é a disputa presidencial. O nome de Flávio, associado ao clã Bolsonaro, é mais rejeitado para o cargo máximo do Executivo.
A pesquisa aponta que 44,9% dos entrevistados rejeitam Lula como presidente, contra 49,8% que rejeitam Flávio. Isso significa que um em cada dois brasileiros não votaria no senador fluminense de jeito nenhum.
Para efeito de comparação, em pesquisas anteriores, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registrava rejeição presidencial superior a 50%. Flávio, embora tenha menos exposição, já acumula rejeição semelhante à do pai.
Implicações para a campanha de 2026
A diferença de rejeição coloca Flávio em posição mais frágil para um eventual segundo turno contra Lula. Enquanto Lula pode ampliar sua base com eleitores que o rejeitam em geral mas não o veem como pior opção, Flávio precisa reverter a imagem negativa associada ao sobrenome.
Segundo analistas, a estratégia do PT deve explorar a rejeição a Flávio, vinculando-o ao governo anterior e a escândalos de corrupção. Já a campanha do senador precisará construir uma narrativa própria, distanciando-se da polarização herdada do pai.
Os números indicam que Flávio tem potencial de crescimento entre eleitores que rejeitam Lula, mas o caminho é estreito. A alta rejeição presidencial obriga o PL a trabalhar a imagem do pré-candidato antes de 2026.











