Caso Isis Helena: Polícia Civil indicia mãe da bebê por homicídio doloso

A Polícia Civil de Mogi Guaçu (SP) confirmou na tarde da última sexta-feira (24) que Jennifer Natalia Pedro, mãe e assassina confessa da bebê Isis Helena, foi indiciada por homicídio doloso, quando há intenção de matar, e por ocultação de cadáver. Diligências estão sendo feitas para localizar o corpo da menina.

Caso Isis Helena: Polícia Civil indicia mãe da bebê por homicídio doloso
Jennifer Natalia Pedro, mãe de Isis Helena/Foto: Gazeta Itapirense

Além disso, o delegado seccional, José Antônio, destacou que antes do caso Jennifer já havia sido denunciada ao Conselho Tutelar por maus-tratos contra a criança, em Itapira (SP), e a instituição recebeu fotos que mostram a mulher com a mochila onde teria colocado o corpo da vítima, antes de jogá-lo no rio Peixe, em Itapira.

Isis Helena, sumiu no dia 02 de março, ela tinha apenas um ano e dez meses quando desapareceu. Isis nasceu prematura, com microcefalia e fazia uso de remédios controlados. Pelo relato da mãe aos investigadores, ela teria colocado o corpo da filha em uma mochila antes de jogar na água.

Jennifer está presa desde a sexta-feira, 17 de abril, quando foi decretada a prisão temporária dela por cinco dias para a Polícia Civil dar andamento às investigações.

Na segunda-feira, 20 de abril, Jennifer confessou o crime contra a filha e afirmou que ela estaria morta. No dia seguinte, o advogado que até então atuava na defesa dela decidiu renunciar porque, segundo ele, houve “quebra de confiança” diante da confissão.

Desde o início da investigação, Jennifer apresenta depoimentos contraditórios e suspeitos.

O caso

Conforme relatado pela família, a bebê nasceu prematura, com microcefalia e toma remédios controlados. Ela ainda não engatinha e não teria saído sozinha da residência.

A mãe da criança, Jennifer Natalia Pedro, contou que ela saiu da residência por volta das 7h para levar o outro filho à creche e deixou Isis dormindo na companhia do avô, de 90 anos. Ao retornar ao imóvel, Jennifer se deu conta que a menina havia sumido.

Ainda segundo Jennifer, a casa estava aberta e o sumiço da filha teria ocorrido no intervalo de duas horas. Nenhum vizinho notou movimentação estranha no local.

Relembre os acontecimentos: Polícia Civil pede quebra de sigilo telefônico dos pais

No dia 11 de abril, a Polícia Civil pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico da mãe e do pai de Isis. Mensagens trocadas e possíveis ligações feitas entre os dois devem ser confrontadas com as versões dadas em depoimento. Segundo a polícia, os dois entraram em contradição.

Testemunhas e carro apreendido

Na quinta-feira, 12 de abril, novas testemunhas que prestaram depoimento à Polícia Civil sobre o desparecimento da menina Isis Helena, de um ano e dez meses, afirmaram que viram a menina no dia que ela desapareceu. As investigações estão sob comando da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Itapira, no interior de São Paulo.

A polícia considera que essas testemunhas são peças chaves para a investigação. Elas teriam mostrado um lugar onde a bebê poderia estar escondida e contaram que viram a menina no dia do desaparecimento. De acordo com informações, as mulheres foram e voltaram para a delegacia pelo menos três vezes em duas horas.

Além disso, os investigadores estão refazendo o trajeto feito pela mãe depois que ela foi ao mercado sacar dinheiro com a avó da criança.

O carro utilizado por elas foi apreendido e passará por perícia. Ele pode ter sido flagrado por câmeras no dia do sumiço. Segundo as testemunhas ouvidas, a Polícia Civil tem um suspeito.

Mochila utilizada pela mãe no dia do desaparecimento é apreendida

Na noite do dia 13 de março, policiais e peritos saíram em diligência em Itapira (SP) para uma operação urgente na casa de Jennifer, a mãe de Isis Helena. A polícia científica foi ao local com o objetivo de usar luminol para identificar possíveis vestígios de sangue.

Além disso, imagens de câmeras de segurança mostraram a mãe da bebê Isis Helena em uma moto na manhã do sumiço e carregando uma mochila e uma sacola. À polícia, Jennifer contou que se desfez dessa sacola.

Já a mochila foi apreendida na manhã do dia 13 de abril e encaminhada para o Instituto de Criminalística de São Paulo, onde passou por uma perícia que pode detectar resíduos no material.

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