A Raízen apresentou uma nova proposta a credores para viabilizar seu plano de recuperação extrajudicial de R$ 65 bilhões. A companhia do setor de açúcar e etanol ampliou a previsão de captação para um aumento de capital, mas condicionou o aporte à manutenção de sua atual estrutura de comando.
Em meio a uma forte crise financeira, a empresa corre contra o prazo legal para fechar acordo com credores e evitar um pedido de recuperação judicial. O grupo tem até junho para conquistar o apoio da maioria dos detentores de títulos e credores bancários, sem abrir mão da permanência de Rubens Ometto na presidência do conselho.
Pela contraproposta, a Raízen busca captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões, valor que se somaria aos R$ 4 bilhões já prometidos por Shell e por Ometto. Ainda não há clareza sobre a origem desses novos recursos. A Cosan, que divide o controle da companhia com a Shell, não pretende aportar capital, enquanto BTG Pactual e Perfin, sócios de Ometto, também não demonstram interesse em participar.
Embora aceite reforçar o caixa, a empresa resiste à exigência de que seus principais acionistas deixem assentos no conselho ou assumam responsabilidade por eventuais passivos futuros. Por outro lado, concordou com a criação de um comitê de credores para ampliar a supervisão sobre a governança, mantendo Ometto no comando do colegiado.












