A WEG assinou nesta segunda-feira (27) contrato de R$ 1,2 bilhão com a Engie Brasil Energia para fornecer equipamentos à expansão da hidrelétrica Jaguara, no Rio Grande, entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG).
O contrato define o fornecimento de duas unidades geradoras de 116 MW cada, informou a WEG em comunicado ao mercado. Os equipamentos serão instalados em poços já existentes na usina. A ampliação soma 232 MW à capacidade de Jaguara, com entrada em operação comercial prevista para 2030.
O dado central para o setor elétrico é a escala do acréscimo: Jaguara tem hoje 424 MW de capacidade instalada e 324 MW médios de garantia física, e o projeto contratado acrescenta mais da metade da potência instalada atual.
A Engie Brasil Energia é a concessionária e contratante do projeto. A WEG entra como fornecedora das unidades geradoras para a expansão da usina, em um contrato que liga fabricação industrial pesada a uma obra de geração elétrica já em modernização.
Jaguara tem 424 MW e deve ganhar outros 232 MW
A concessão da hidrelétrica é válida até junho de 2048. A unidade opera no Rio Grande, na divisa entre Rifaina e Sacramento.
Desde julho de 2023, a Engie conduz uma modernização de Jaguara orçada em R$ 500 milhões, dos quais R$ 130 milhões já foram aplicados. A conclusão dessa frente está prevista para 2029. O contrato anunciado nesta segunda-feira (27) trata de uma etapa distinta: a expansão de potência por meio de duas novas unidades geradoras de 116 MW.
A Engie também comercializou 195,78 MW de potência de Jaguara no leilão de reserva de capacidade. O fornecimento está contratado a partir de agosto de 2030, por 15 anos, com receita anual estimada de R$ 270,4 milhões.
A sequência dos investimentos ajuda a dimensionar o projeto: modernização iniciada em julho de 2023, contrato de R$ 1,2 bilhão em 2026, conclusão da modernização prevista para 2029 e operação comercial da expansão em 2030. O valor do novo contrato supera os R$ 500 milhões destinados à modernização em andamento.
Novas unidades têm operação comercial prevista para 2030
O anúncio ocorre depois de a WEG divulgar lucro líquido de R$ 1,558 bilhão no segundo trimestre de 2026. O resultado representa recuo de 2,1% na comparação anual e alta de 7% ante o trimestre anterior, além de superar a projeção de consenso do mercado de R$ 1,496 bilhão.
Para o setor elétrico, a consequência prática será o acréscimo de 232 MW à capacidade instalada de Jaguara. As unidades devem iniciar a operação comercial em 2030, mesmo ano em que começa o fornecimento dos 195,78 MW negociados pela Engie no leilão de reserva de capacidade.












