sexta-feira, 24 de julho de 2026
Publicidade
Brasil

Moluscos exóticos no Brasil saltam de 26 para 82 espécies em 15 anos

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Levantamento da Unicamp foi publicado em abril na revista Biological Invasions.
  • Estudo diferencia espécies não nativas de invasoras, com dano comprovado em parte dos casos.
  • Grupo também identificou 13 espécies criptogênicas, cuja origem ainda é incerta.
  • Mexilhão-dourado integra o histórico de bioinvasão citado pelos pesquisadores.

Um inventário nacional publicado em abril mostra que as espécies exóticas de moluscos no Brasil subiram de 26 para 82 em 15 anos, alta de 215%.

Publicidade

O estudo foi liderado por Fabrizio Marcondes Machado, pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, e publicado na revista científica Biological Invasions, da Springer Nature. Trata-se do primeiro inventário de amplitude nacional produzido sobre esses organismos no país.

O dado central exige uma distinção: 82 é o total de espécies exóticas, ou não nativas, registradas; 20 delas são classificadas como invasoras e 13 como criptogênicas. Portanto, o salto no inventário não significa que todas as 82 espécies tenham dano ambiental, sanitário ou econômico comprovado.

Publicidade

De 26 a 82 registros: histórico e números do inventário

A série compara 2011, quando havia 26 espécies exóticas de moluscos registradas, com 2026, quando o inventário chegou a 82. A variação é de 215% em 15 anos, número que sustenta o alerta sobre bioinvasão no país.

Entre as espécies citadas está o mexilhão-dourado, que chegou ao Brasil vindo da China. O caramujo-africano foi introduzido como alternativa ao escargot e passou a ser tratado como praga agrícola e vetor de doenças.

Publicidade

O impacto econômico documentado se concentra no mexilhão-dourado. O custo de combate associado a essa espécie é de US$ 10 milhões.

O avanço dessas espécies é associado a riscos para ecossistemas aquáticos e terrestres e a prejuízos operacionais em usinas hidrelétricas e sistemas de captação de água. O mexilhão-dourado afeta bacias hidrográficas do Sudeste e do Sul do país, com impacto sobre hidrelétricas e captação municipal.

Controle deve priorizar as 20 espécies invasoras

A próxima etapa para gestores ambientais é transformar o inventário em priorização de controle, especialmente para as 20 espécies classificadas como invasoras.


Publicidade