terça-feira, 21 de julho de 2026
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Negócios e Dinheiro

Justiça de São Paulo suspende marca da Frutaria São Paulo em disputa de sócios

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A suspensão foi motivada pelo descumprimento de padrões de qualidade do açaí, principal produto da rede.
  • A decisão tem efeito imediato sobre as lojas do grupo Focas, controlado por Eduardo Landim.
  • A disputa societária começou em 2017, quando o fundador Claudio Carotta questionou a gestão de Landim.
  • O grupo Focas não se manifestou sobre a decisão até o início da noite.

A Justiça de São Paulo suspendeu nesta segunda-feira (20) o direito de uso da marca Frutaria São Paulo pelo grupo Focas, controlado pelo empresário Eduardo Landim, em uma disputa societária que se arrasta há quase uma década.

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A decisão judicial, cujo número do processo não foi divulgado, determina a suspensão imediata do uso da marca pelas lojas do grupo Focas. O tribunal considerou que o grupo descumpria padrões de qualidade do açaí, produto que responde pela maior parte do faturamento da rede.

O grupo Focas não havia se manifestado publicamente sobre a decisão até o início da noite desta segunda-feira (20). A Frutaria São Paulo foi fundada em 2007 por Claudio Carotta, que está em litígio com Landim desde 2017.

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Expansão e disputa societária

A rede Frutaria São Paulo nasceu como uma operação focada em alimentação saudável e se expandiu para 13 lojas na capital e no interior paulista. Em 2023, a empresa faturou R$ 120 milhões, com meta de alcançar R$ 200 milhões até 2025, conforme dados divulgados à época do aporte da gestora Moriah Asset, em 2024.

O investimento da Moriah Asset, gestora especializada em wellness, visava acelerar a expansão da rede para outras regiões do país. O valor do aporte não foi revelado, mas a meta de faturamento reflete a ambição de triplicar o tamanho da operação em dois anos.

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A disputa entre os sócios teve início em 2017, quando Carotta passou a questionar a gestão de Landim. Desde então, as partes se enfrentam em diversas ações judiciais, que incluem acusações de desvio de recursos e descumprimento de obrigações contratuais. A suspensão da marca é o capítulo mais recente dessa batalha, que se soma a outras disputas judiciais sobre uso de marcas, como a suspensão de anúncios de apostas na CazéTV determinada pelo Conar em junho.

A entrada da Moriah Asset, em 2024, trouxe novo fôlego financeiro à empresa, mas não resolveu o impasse societário. O fundador Claudio Carotta segue em litígio com Landim, e a decisão desta segunda-feira representa uma vitória parcial para Carotta no que diz respeito ao controle da marca.

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O que vem a seguir

A decisão judicial é passível de recurso, e o grupo Focas pode tentar reverter a suspensão nos tribunais superiores. Enquanto isso, as lojas afetadas precisarão adotar uma nova identidade visual, o que pode impactar a operação e a fidelidade dos clientes. Para os consumidores, a mudança pode gerar confusão temporária, já que as lojas do grupo Focas terão de alterar fachadas e embalagens.

O mercado agora aguarda a publicação oficial do acórdão, que detalhará os prazos e as condições para o cumprimento da ordem. A ausência de manifestação das partes e a falta de detalhes sobre o número do processo e o juízo responsável mantêm em aberto o desfecho dessa disputa, que já se tornou uma das mais longevas do setor de alimentação saudável no país.

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