sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Economia

BeFly: liquidante aponta empréstimo de R$ 48,9 mi do Banco Master à Belvitur

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A operação foi fechada em dezembro de 2023 e só agora tornada pública.
  • O valor equivale a 4,9% do faturamento de R$ 1 bilhão da Belvitur naquele ano.
  • O Banco Master está sob intervenção do Banco Central e tem R$ 1,2 bilhão em garantias do FGC.
  • A holding BeFly já sofria desgaste de imagem por sua proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
  • A revelação amplia o escrutínio sobre os vínculos financeiros entre a empresa e o banco.

A Belvitur, agência de turismo da holding BeFly, contratou R$ 48,9 milhões em empréstimos junto ao Banco Master em 2023, segundo o liquidante da empresa. A informação consta de relatório divulgado nesta quinta-feira (16) e amplia o escrutínio sobre os vínculos financeiros entre o banco e o grupo controlado por Marcelo Cohen.

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A revelação surge enquanto o Banco Master enfrenta reestruturação, com R$ 1,2 bilhão em garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e mais de 100 mil credores ainda sem receber, conforme mostrou o PIRANOT na quarta-feira (15).

O valor representa cerca de 4,9% do faturamento de R$ 1 bilhão da Belvitur em 2023, segundo dados do liquidante. A operação foi fechada em dezembro daquele ano, mas só agora veio a público.

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Histórico da holding e relação com o banco

A Belvitur foi fundada em 1963 por David Cohen e cresceu no mercado mineiro de turismo corporativo. Em outubro de 2021, sob o comando de Marcelo Cohen, o grupo adquiriu a Flytour por R$ 500 milhões, estruturando a holding BeFly, que se tornou uma das maiores do setor de viagens do país.

A holding já vinha enfrentando desgaste de imagem devido à proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, conforme reportagens da imprensa. O Banco Master, por sua vez, está sob intervenção do Banco Central desde o ano passado e teve parte de seus ativos congelados pelo FGC.

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Impacto e questionamentos em aberto

A divulgação do empréstimo pode intensificar o escrutínio sobre a saúde financeira da BeFly e sua relação com o Banco Master, que tenta renegociar dívidas com credores e manter operações sob a supervisão do Banco Central. O liquidante não detalhou as taxas de juros pactuadas nem as garantias oferecidas pela Belvitur, lacunas que limitam a avaliação do risco da operação e dificultam a análise de possíveis conflitos de interesse.

O caso se soma a outras revelações sobre a exposição de grandes empresas ao banco. Na quarta-feira, o PIRANOT mostrou que o FGC mantém R$ 1,2 bilhão em garantias do Master, enquanto mais de 100 mil credores aguardam pagamento. A situação pode afetar a capacidade da BeFly de obter novos financiamentos no mercado.

Próximos passos

O processo de liquidação da Belvitur segue em andamento, e a íntegra do relatório do liquidante ainda não foi tornada pública. Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública de Banco Master, BeFly ou Marcelo Cohen sobre o empréstimo.

O Banco Central e o FGC monitoram a situação do Banco Master, mas ainda não se pronunciaram sobre o empréstimo específico. O liquidante deve apresentar novos relatórios à Justiça nos próximos meses, detalhando outros ativos e passivos da Belvitur. A expectativa é que novos documentos esclareçam as condições do crédito e a real exposição financeira entre as partes.


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