A Votorantim Cimentos anunciou nesta quinta-feira (16) o investimento de R$ 260 milhões na construção de uma nova linha de moagem em sua fábrica de Xambioá, no Tocantins. A ampliação elevará a capacidade de produção da unidade em 500 mil toneladas por ano, totalizando 1,5 milhão de toneladas anuais a partir de julho de 2028.
O aporte faz parte do programa de R$ 5 bilhões que a companhia executa entre 2024 e 2028 para modernizar operações e ampliar a competitividade estrutural. Desse total, R$ 3,1 bilhões já estão em execução, incluindo a nova linha de moagem, conforme comunicado da empresa.
A fábrica de Xambioá, inaugurada em 2009, produz os cimentos das marcas Poty e Tocantins e abastece os mercados do Tocantins, Pará e Maranhão. Atualmente, a unidade emprega 230 trabalhadores diretos e já passa por modernização do forno de clínquer, com estudos para dobrar a produção desse insumo até 2030.
Expansão e sustentabilidade
A nova linha de moagem é a principal etapa da ampliação. A Votorantim Cimentos informou que a unidade já opera com 60% de coprocessamento — uso de resíduos como combustível —, índice que é o dobro da média nacional do setor, de 30%, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). A prática reduz a emissão de gases de efeito estufa e o consumo de combustíveis fósseis.
O movimento se soma a outros investimentos industriais recentes no país. Em junho, o PIRANOT noticiou a inauguração de uma fábrica da Bauducco nos Estados Unidos, com aporte de US$ 200 milhões. Em julho, o portal mostrou que a Maxinutri anunciou R$ 67 milhões em expansão, com divergência de R$ 2 milhões nos dados.
Impacto no mercado regional
Com a ampliação, a oferta de cimento na região Norte deve ganhar fôlego. A fábrica de Xambioá reduz a dependência de fornecimento de outras regiões para Tocantins, Pará e Maranhão, encurtando distâncias de transporte e, potencialmente, os custos para o consumidor final. A empresa não detalhou projeções de preços, mas o aumento de capacidade tende a equilibrar a demanda local, impulsionada por obras de infraestrutura e construção civil.
O CEO global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres Filho, afirmou em comunicado que o investimento reforça a estratégia de crescimento sustentável e de longo prazo da companhia no Brasil.
Próximos passos
A previsão é que a nova linha de moagem entre em operação em julho de 2028. Até lá, a empresa precisará concluir as obras e obter as licenças ambientais necessárias, cujo cronograma não foi divulgado. Também não há informações sobre o número de empregos temporários que serão gerados durante a construção, que deve durar cerca de dois anos.
A Votorantim Cimentos não respondeu a questionamentos sobre o andamento dos licenciamentos nem sobre a estimativa de contratações para a fase de obras.











