sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Economia

Ouro fecha abaixo de US$ 4 mil pela primeira vez no ano com pressão de Treasuries e dólar

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O contrato para agosto caiu 1,47%, a US$ 3.992,10 por onça-troy.
  • A prata para setembro recuou 2,17%, para US$ 56,187 por onça-troy.
  • A alta dos rendimentos dos Treasuries e o fortalecimento do dólar reduziram o apelo do metal como proteção.
  • O ouro operou acima de US$ 4 mil durante todo o primeiro semestre, sustentado por tensões geopolíticas.
  • O mercado passou a precificar uma pausa mais longa nos juros, mesmo com inflação em desaceleração.

Os contratos futuros de ouro encerraram esta quinta-feira (16) em queda de 1,47%, a US$ 3.992,10 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange. É a primeira vez em 2026 que o metal fecha abaixo da marca psicologicamente relevante de US$ 4 mil.

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A pressão veio da alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e do fortalecimento do dólar no exterior. O movimento ofuscou as leituras de inflação mais fracas nos Estados Unidos e afastou as apostas de uma elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed) no curto prazo.

A prata também recuou: os contratos para setembro caíram 2,17%, a US$ 56,187 por onça-troy. O ouro vinha de uma sequência de perdas — na véspera, já havia recuado 0,44%, para US$ 4.051,80, após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) americano.

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Patamar sustentado por tensões e incerteza

O ouro operou acima de US$ 4 mil durante todo o primeiro semestre de 2026, sustentado por tensões geopolíticas globais e pela indefinição sobre os próximos passos do Fed. Em 30 de junho, o metal fechou perto de US$ 4.038,50, mostrando resiliência mesmo com a moeda americana em trajetória de alta — o dólar havia fechado a R$ 5,1743 em 1º de julho, conforme reportagem do PIRANOT.

Agora, a combinação de Treasuries mais atrativos e um dólar mais caro reduziu o apelo do ouro como ativo de proteção, mesmo com a inflação americana dando sinais de arrefecimento. O mercado passou a precificar uma pausa mais longa nos juros, o que tradicionalmente beneficia o metal, mas o efeito foi anulado pela força da moeda e dos rendimentos.

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Efeito sobre as reservas brasileiras

A desvalorização do ouro atinge diretamente as reservas internacionais do Brasil, geridas pelo Banco Central. O BC mantém parte de seus ativos em ouro, e a queda do preço em dólar reduz o valor dessas reservas quando convertido para reais. Até o momento, porém, a autoridade monetária não divulgou dados atualizados sobre o impacto ou sobre eventuais rebalanceamentos da carteira.

O Banco Central também não se manifestou sobre a possibilidade de ajustar a composição das reservas em resposta à nova dinâmica do metal. A ausência de informações oficiais deixa em aberto a dimensão exata do efeito sobre o colchão cambial do país.

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O que vem a seguir

O mercado agora volta as atenções para a próxima decisão de política monetária do Fed, em setembro, e para eventuais sinais de reversão na trajetória dos Treasuries. Qualquer indicação de que os juros podem permanecer elevados por mais tempo tende a manter a pressão sobre o ouro.

No Brasil, investidores e analistas aguardam a divulgação dos próximos dados de reservas internacionais pelo Banco Central, que podem revelar se houve movimentação relevante na posição em ouro. Até lá, o metal segue vulnerável ao vaivém do dólar e dos rendimentos americanos.

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