sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Economia

CEO do Grupo Feital diz que tinha R$ 50 para pagar 1.500 no Plano Collor

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A empresa penhorou terrenos e fábricas para obter crédito e pagar 1.500 funcionários durante o confisco do Plano Collor.
  • Hoje o grupo se apresenta como o maior distribuidor de aço inoxidável da América Latina, com 125 mil itens em estoque.
  • A nova unidade industrial será erguida em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, mas o valor do investimento não foi divulgado.
  • O grupo atende 50 mil clientes e não revela seu faturamento anual.

O CEO do Grupo Feital afirmou que a empresa chegou a ter apenas R$ 50 disponíveis para pagar 1.500 funcionários durante a crise provocada pelo Plano Collor. A frase sintetiza o choque de caixa enfrentado por companhias brasileiras quando depósitos bancários e aplicações financeiras foram bloqueados no início dos anos 1990.

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“Tínhamos R$ 50 para pagar 1.500 funcionários”, disse o executivo, ao relembrar o período em que a falta de liquidez ameaçou a continuidade das operações.

A crise de caixa por trás da frase

Para empresas intensivas em capital de giro, o bloqueio de recursos não significou apenas uma perda patrimonial momentânea. O problema imediato era operacional: manter folha, fornecedores, fretes e compras sem acesso ao dinheiro que sustentava o dia a dia.

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No caso do Grupo Feital, o número citado pelo CEO dá a dimensão da pressão sobre a folha. R$ 50 para 1.500 empregados equivalia, na prática, à impossibilidade de cumprir compromissos sem buscar novas saídas de caixa em meio a um ambiente de crédito restrito.

Por que o relato importa

O episódio voltou ao debate porque mostra como decisões macroeconômicas atravessam a gestão das empresas. O Plano Collor foi apresentado como resposta à inflação, mas impôs uma travessia abrupta a negócios que dependiam de caixa disponível para funcionar.

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A consequência prática do relato é menos sobre memória empresarial e mais sobre risco de liquidez: mesmo companhias com ativos e operação em andamento podem entrar em crise quando perdem acesso ao capital de giro.


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