O CEO do Grupo Feital afirmou que a empresa chegou a ter apenas R$ 50 disponíveis para pagar 1.500 funcionários durante a crise provocada pelo Plano Collor. A frase sintetiza o choque de caixa enfrentado por companhias brasileiras quando depósitos bancários e aplicações financeiras foram bloqueados no início dos anos 1990.
“Tínhamos R$ 50 para pagar 1.500 funcionários”, disse o executivo, ao relembrar o período em que a falta de liquidez ameaçou a continuidade das operações.
A crise de caixa por trás da frase
Para empresas intensivas em capital de giro, o bloqueio de recursos não significou apenas uma perda patrimonial momentânea. O problema imediato era operacional: manter folha, fornecedores, fretes e compras sem acesso ao dinheiro que sustentava o dia a dia.
No caso do Grupo Feital, o número citado pelo CEO dá a dimensão da pressão sobre a folha. R$ 50 para 1.500 empregados equivalia, na prática, à impossibilidade de cumprir compromissos sem buscar novas saídas de caixa em meio a um ambiente de crédito restrito.
Por que o relato importa
O episódio voltou ao debate porque mostra como decisões macroeconômicas atravessam a gestão das empresas. O Plano Collor foi apresentado como resposta à inflação, mas impôs uma travessia abrupta a negócios que dependiam de caixa disponível para funcionar.
A consequência prática do relato é menos sobre memória empresarial e mais sobre risco de liquidez: mesmo companhias com ativos e operação em andamento podem entrar em crise quando perdem acesso ao capital de giro.











