sexta-feira, 17 de julho de 2026
MERCADO
IBOVESPA 173.825 pts▼ 1,59%DOW JONES 52.553 pts▲ 0,09%NASDAQ 25.882 pts▼ 0,86%S&P 500 7.534 pts▼ 0,13%DÓLAR R$ 5,10▼ 0,30%EURO R$ 5,85▼ 0,18%BITCOIN R$ 320.441▼ 2,59%ETHEREUM R$ 9.346▼ 4,23%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,64%
Publicidade
Economia

Citi eleva preço-alvo do Nubank para US$ 14,50 e mantém recomendação neutra

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A projeção de lucro de US$ 929 milhões no segundo trimestre supera em 6,5% o resultado do primeiro.
  • O programa Desenrola 2.0, de renegociação de dívidas, deve reduzir a inadimplência e beneficiar a carteira de crédito da fintech.
  • O Nubank recebeu licença para operar como banco no México em 10 de julho, podendo agora captar depósitos no país.
  • Livia Chanes foi promovida a CEO da América Latina, unificando a gestão das operações regionais.

O Citi elevou o preço-alvo das ações do Nubank de US$ 13 para US$ 14,50, conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (16). A recomendação para o papel, no entanto, permaneceu neutra, mesmo com a projeção de crescimento do lucro da fintech no segundo trimestre.

Publicidade

O banco estima que o Nubank registre lucro líquido recorrente de US$ 929 milhões entre abril e junho, acima dos US$ 872 milhões do primeiro trimestre. O avanço, segundo o Citi, será impulsionado pelos efeitos do programa federal de renegociação de dívidas Desenrola 2.0.

A revisão ocorre em um momento de reorganização da fintech na América Latina. Na quarta-feira (15), o Nubank anunciou a promoção de Livia Chanes ao cargo de CEO da região, e em 10 de julho obteve licença para operar como banco no México — movimento que amplia sua presença no segundo maior mercado da região.

Publicidade

Expansão regional e novo comando

O Nubank encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro de US$ 872 milhões, e a projeção de US$ 929 milhões para o segundo trimestre representa um crescimento de 6,5%. O Citi atribui parte desse desempenho ao Desenrola 2.0, programa que permite a renegociação de dívidas e reduz a inadimplência, beneficiando a carteira de crédito da fintech.

A licença bancária no México, concedida pela Comissão Nacional Bancária e de Valores (CNBV) em 10 de julho, permite ao Nubank captar depósitos e expandir sua oferta de produtos no país. A promoção de Livia Chanes, anunciada no dia 15, unifica a gestão das operações na região sob uma única liderança, com foco em crescimento e rentabilidade.

Publicidade

Impacto no mercado

A decisão do Citi de manter a recomendação neutra, apesar da elevação do preço-alvo e da projeção de lucro maior, indica cautela. O relatório não detalha os fatores que impedem uma recomendação de compra, mas o cenário macroeconômico brasileiro, com juros elevados, pode limitar o potencial de valorização das ações.

O PiraNOT mostrou em julho que a taxa Selic a 14,25% mantém o juro ao consumidor em 56,7% ao ano, o que pressiona a inadimplência e restringe a expansão do crédito. Esse ambiente desafiador para fintechs pode explicar a postura conservadora do Citi, mesmo diante de resultados positivos.

Publicidade

Para investidores, o novo preço-alvo de US$ 14,50 representa um potencial de valorização em relação ao fechamento anterior, mas a recomendação neutra sinaliza que o banco não vê gatilhos de curto prazo para uma alta expressiva.

Próximos passos

O Nubank deve divulgar o balanço do segundo trimestre nas próximas semanas, quando os números oficiais confirmarão ou não a projeção do Citi. A nova estrutura de liderança na América Latina e a operação bancária no México serão acompanhadas de perto pelo mercado, que busca sinais de aceleração do crescimento fora do Brasil.

Publicidade

O relatório do Citi não estabelece condições específicas para uma eventual elevação da recomendação, mas a continuidade da melhora nos indicadores de crédito e a expansão internacional podem ser fatores determinantes para uma revisão futura.


Publicidade