A Fifa escalou o norte-americano Ismail Elfath para apitar Argentina x Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026, e a escolha abriu uma crise de confiança antes de a bola rolar. A reação mais forte vem da Inglaterra, onde a imprensa e torcedores passaram a questionar o retrospecto do árbitro em partidas com Lionel Messi.
O incômodo não nasce de uma acusação formal contra Elfath, mas da leitura política e esportiva de um jogo carregado de tensão. Veículos ingleses passaram a chamar o árbitro de “favorito de Messi”, em referência ao histórico positivo do argentino em partidas comandadas por ele desde a chegada do jogador ao futebol dos Estados Unidos, em 2023.
A designação pesa porque Argentina e Inglaterra chegam à semifinal cercadas por rivalidade, memória de confrontos em Copas e pressão pública sobre qualquer decisão de arbitragem. Em um mata-mata desse tamanho, a escala do juiz deixa de ser detalhe operacional e vira parte do ambiente do jogo.
Por que a escala de Elfath causa ruído
Elfath ganhou projeção internacional nos últimos anos e se tornou um dos nomes usados pela Fifa em partidas de maior exposição. O ponto sensível, agora, é a combinação entre sua atuação no futebol norte-americano e a presença de Messi, hoje símbolo da seleção argentina e figura central do Inter Miami.
A crítica inglesa se apoia nessa coincidência de trajetória: o árbitro atua no mesmo ambiente competitivo em que Messi passou a jogar a partir de 2023, e o retrospecto do argentino sob seu comando é tratado como favorável por publicações e torcedores. A contestação, porém, se sustenta na percepção de conflito e no peso simbólico da escolha, não em prova de irregularidade.
Nas redes sociais, a escala rapidamente virou combustível para suspeitas de favorecimento à Argentina. A pressão se soma a uma Copa em que decisões de arbitragem já vinham provocando debate, sobretudo em lances de pênalti e revisões decisivas.
Semifinal começa com pressão sobre a arbitragem
Para a Fifa, a escolha de árbitros em fases finais costuma levar em conta experiência, desempenho recente e ausência de conflito direto entre as seleções envolvidas. No caso de Elfath, a entidade mantém a escala, enquanto a reação inglesa transforma a arbitragem em um dos temas centrais da semifinal.
O efeito prático é claro: Elfath entra em campo sob vigilância ampliada. Qualquer decisão em lances de área, cartões ou revisão de vídeo tende a ser lida dentro dessa controvérsia. A semifinal definirá um finalista da Copa de 2026, mas já começa com a arbitragem no centro da disputa narrativa.











