A Conmebol anunciou nesta terça-feira (14) que adotará as novas regras da International Football Association Board (IFAB) nas competições sul-americanas a partir da segunda quinzena de julho, mas deixou de fora a punição com cartão vermelho para jogadores que cobrem a boca durante discussões em campo, a chamada “Lei Vini Jr”.
A decisão afeta diretamente os clubes brasileiros que disputam as fases de mata-mata da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana, e alinha a entidade à Uefa, que também rejeitou a regra disciplinar. As demais mudanças, testadas na Copa do Mundo de 2026, incluem protocolos para reduzir o tempo de bola parada e ampliar a atuação do VAR.
Em comunicado, a Conmebol afirmou que as novas disposições visam “melhorar o andamento das partidas, reduzir as interrupções, reforçar o espírito esportivo dos participantes e fornecer às equipes de arbitragem mais ferramentas para a condução dos jogos”. A entidade, no entanto, considerou que a expulsão por cobrir a boca — medida opcional aprovada pela IFAB em fevereiro — não será aplicada em seus torneios.
Regra opcional e rejeição conjunta
A IFAB aprovou a punição após episódios de racismo no futebol europeu, com o objetivo de coibir insultos que escapam da leitura labial e das câmeras de transmissão. A aplicação, porém, não é obrigatória, e a Uefa já havia anunciado que não a utilizaria. A Conmebol seguiu o mesmo caminho, mas não detalhou os critérios técnicos que inviabilizariam a fiscalização da regra em campo.
A falta de justificativa detalhada deixa em aberto como a arbitragem sul-americana vai monitorar ofensas verbais sem esse instrumento. A entidade limitou-se a informar que a medida é opcional, sem esclarecer se houve consulta a clubes ou federações.
O que muda para os clubes brasileiros
As novas regras entram em vigor com a retomada das competições continentais, mas a Conmebol não especificou a data exata para cada torneio nem divulgou a lista completa das alterações. A expectativa é que as mudanças reduzam o tempo de bola parada e ampliem a atuação do VAR, mas a ausência da punição por cobrir a boca mantém a arbitragem sem um instrumento específico para coibir insultos verbais.
A decisão ocorre em meio a debates mais amplos sobre o futuro do futebol, como a avaliação da Fifa sobre um Mundial com 64 seleções, revelada pelo PIRANOT. A Conmebol não informou se pretende revisar a medida no futuro.











