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Economia

D.A. Davidson aponta Nvidia e Microsoft como líderes em IA de código aberto

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Clientes corporativos buscam mais controle sobre dados e maior flexibilidade para adaptar modelos.
  • D.A. Davidson vê o Copilot como camada capaz de escolher o melhor modelo para cada tarefa.
  • Relatório cita Llama e Mistral como alternativas abertas em avanço nas empresas.
  • Tese sobre Microsoft ainda depende de conciliar OpenAI com maior adoção de modelos abertos.

O banco de investimentos D.A. Davidson apontou Nvidia e Microsoft como as empresas mais bem posicionadas para liderar a transição do mercado corporativo para inteligência artificial de código aberto. A análise, divulgada nesta quarta-feira (8), confirma recomendação de compra para Microsoft com preço-alvo de US$ 550 — potencial de alta de cerca de 40% sobre a cotação atual de US$ 385.

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A avaliação reflete um movimento que ganha força entre grandes clientes empresariais: a migração de modelos fechados, como os da OpenAI e do Google, para alternativas de código aberto, a exemplo da família Llama (Meta) e dos sistemas da francesa Mistral AI. Flexibilidade de customização e controle sobre a privacidade dos dados estão entre os principais atrativos.

O analista Gil Luria, que assina o relatório, afirma que o Copilot, assistente de IA da Microsoft, já funciona como uma camada de orquestração — direcionando consultas e tarefas ao modelo mais adequado, seja ele proprietário ou de código aberto. Essa arquitetura, segundo o banco, representa uma vantagem competitiva significativa à medida que as empresas passam a operar múltiplos agentes de IA simultaneamente.

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A equação do código aberto na Microsoft

Apesar do otimismo, o relatório não detalha como a Microsoft pretende conciliar sua forte dependência comercial dos modelos fechados da OpenAI — dos quais é a principal investidora e parceira de nuvem — com a aposta no ecossistema aberto. A empresa integrou o Copilot a produtos como Office e Azure usando tecnologia da OpenAI, mas também tem ampliado o suporte a modelos de código aberto em sua plataforma.

Movimentos recentes indicam um realinhamento estratégico. Em junho, a saída do conselheiro Reid Hoffman, um dos primeiros investidores da OpenAI, acelerou discussões internas sobre o futuro da inteligência artificial na companhia, conforme mostrou o PIRANOT. A análise do D.A. Davidson sugere que a capacidade de orquestrar diferentes modelos — e não depender de um único fornecedor — será o diferencial competitivo da Microsoft nos próximos anos.

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Nvidia e o ecossistema de hardware para IA aberta

Para a Nvidia, a transição para o código aberto é uma extensão natural de seu domínio no fornecimento de chips de IA. Modelos abertos, assim como os fechados, exigem imenso poder computacional para treinamento e inferência — e as GPUs da empresa são o padrão da indústria. A companhia também tem investido em software de código aberto, como o framework CUDA, para consolidar seu ecossistema.

O cenário competitivo, porém, se intensifica. A Amazon negocia a venda de seus chips Trainium para clientes externos, desafiando diretamente a hegemonia da Nvidia, como revelou o PIRANOT em junho. Ainda assim, o relatório do D.A. Davidson posiciona a Nvidia como uma das principais beneficiárias da expansão do código aberto, já que a demanda por infraestrutura de IA deve continuar crescendo independentemente da origem dos modelos.

A análise não estabelece um cronograma para a transição, mas sinaliza que a capacidade de integrar múltiplos modelos — e não a fidelidade a um único fornecedor — definirá os vencedores no mercado corporativo de IA nos próximos anos.


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