terça-feira, julho 7
MERCADO
IBOVESPA 172.021 pts▼ 1,29%DOW JONES 52.925 pts▲ 0,05%NASDAQ 25.819 pts▼ 0,05%S&P 500 7.504 pts▲ 0,28%DÓLAR R$ 5,17▲ 0,53%EURO R$ 5,91▲ 0,24%BITCOIN R$ 328.083▼ 0,72%ETHEREUM R$ 9.181▼ 1,53%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
Publicidade
Economia

Brasil pressiona EUA por reunião política para barrar tarifa de 25% até 15 de julho

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Prazo da investigação comercial americana termina em 15 de julho
  • Governo espera encontro técnico e reunião política nos próximos dias
  • Apuração dos EUA mira supostas barreiras brasileiras ao comércio
  • Medida pode atingir manufaturados, commodities e outros produtos nacionais

O governo brasileiro tenta arrancar dos Estados Unidos uma rodada final de negociações antes de 15 de julho, prazo previsto para a conclusão da investigação da Seção 301 que pode abrir caminho para uma tarifa adicional de 25% sobre produtos do Brasil.

Publicidade

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse nesta terça-feira (7) que Brasília trabalha para realizar ao menos dois encontros nos próximos dias: um de caráter técnico, entre equipes dos dois países, e outro político, com a participação do chanceler Mauro Vieira e do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

“O tempo corre contra nós. O dia 15 está logo aí”, afirmou Elias Rosa a jornalistas. A frase resume a pressão sobre o Planalto: sem um entendimento antes do fim do prazo, a decisão americana pode elevar o custo de entrada de produtos brasileiros no mercado dos EUA e atingir setores exportadores que dependem de competitividade em preço.

Publicidade

Negociação entra na fase política

A investigação da Seção 301 é conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, e mira práticas brasileiras que Washington considera barreiras comerciais. Esse tipo de procedimento permite aos EUA adotar medidas de retaliação, entre elas sobretaxas, caso concluam que houve tratamento desfavorável a empresas americanas.

O Brasil já mantém conversas técnicas com autoridades americanas, mas avalia que a proximidade do prazo exige uma interlocução de maior peso político. A expectativa do governo é que a reunião com Greer permita testar se há espaço para uma solução negociada antes que a investigação se converta em medida tarifária.

Publicidade

Um dos pontos de atrito é a agenda digital. O governo brasileiro sustenta que não abrirá mão do Pix, mas apresentou alternativas para responder a preocupações americanas sobre ambiente regulatório, concorrência e atuação de empresas estrangeiras no país.

Tarifa ameaça exportadores e amplia tensão diplomática

Uma sobretaxa de 25% mudaria a conta de empresas brasileiras que vendem aos Estados Unidos. Na prática, produtos nacionais ficariam mais caros para importadores americanos, abrindo espaço para concorrentes de outros países e reduzindo margem de negociação de exportadores brasileiros.

Elias Rosa também criticou a politização do tema e mencionou a atuação de Flávio Bolsonaro no debate sobre a pressão americana. Para o ministro, a negociação comercial deve ser conduzida como assunto de Estado, sem ser contaminada pela disputa política interna.

O Palácio do Planalto e o Itamaraty apostam em uma combinação de argumentos técnicos e pressão diplomática. A estratégia é mostrar que uma tarifa ampla prejudicaria a relação bilateral e afetaria cadeias produtivas com presença dos dois lados.

Até 15 de julho, o resultado depende da resposta do USTR às propostas brasileiras e da abertura de uma reunião política com Greer. Se não houver acordo, a investigação pode avançar para a aplicação da tarifa de 25%.


Publicidade