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Economia

um adolescente da metade dos brasileiros compra pela internet pela primeira vez, diz IBGE

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Os dados da Pnad TIC mostram que o acesso móvel foi o principal motor: 89,8% das pessoas de 10 anos ou mais tinham celular pessoal em 2025.
  • Até lá, o indicador de 52,7% consolida o Brasil como um dos maiores mercados de e-commerce do mundo, mas também expõe desafios: 10,2% da população ainda não tem celular e 9,5% não acessa a internet.
  • O crescimento ocorre em meio à expansão do acesso à internet, que alcançou 90,5% dos brasileiros na mesma faixa etária — 168,7 milhões de pessoas.
  • O número de usuários de celular pessoal chegou a 167,4 milhões, mas 10,2% da população ainda não possui o aparelho, segundo o IBGE .
  • Em maio, o setor criticou o fim da taxa de importação para compras internacionais (a chamada “taxa das blusinhas”), medida que, segundo entidades, pode prejudicar o comércio local.

um adolescente da metade da população brasileira com 10 anos ou mais usou a internet para fazer compras em 2025, um marco inédito na série da Pnad TIC, do IBGE. O índice chegou a 52,7%, ante 47,9% no ano anterior, e confirma a consolidação do comércio digital como hábito de consumo no país.

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A virada ocorre em um ambiente de acesso quase universalizado à rede. Segundo o IBGE, 90,5% das pessoas nessa faixa etária acessaram a internet em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de brasileiros. O avanço ajuda a explicar por que comprar online deixou de ser um comportamento restrito a públicos de maior renda ou a grandes centros urbanos.

O celular segue como a principal porta de entrada para a vida digital. O número de pessoas com aparelho móvel pessoal chegou a 167,4 milhões, embora 10,2% da população com 10 anos ou mais ainda não tenha celular. Esse recorte mostra que a expansão do e-commerce convive com uma parcela relevante de brasileiros fora do consumo digital pleno.

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Compra online vira hábito de massa

A pesquisa começou a acompanhar o indicador em 2022. Desde então, a compra pela internet avançou de forma contínua e, em 2025, cruzou a linha simbólica dos 50%. O resultado indica que o hábito acelerado nos anos recentes se acomodou na rotina do consumidor, impulsionado por aplicativos, meios de pagamento digitais, entregas mais rápidas e maior familiaridade com plataformas de venda.

Para o varejo, o dado é mais do que um retrato de comportamento. Quando a maioria dos consumidores passa a comprar pela internet, lojas físicas precisam disputar preço, conveniência e prazo de entrega com marketplaces nacionais e estrangeiros. A pressão aparece em margens menores, necessidade de investimento em tecnologia e reorganização de estoques, atendimento e logística.

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Internet avança e reduz distância entre urbano e rural

A Pnad TIC também mostra a ampliação do acesso à internet no país. A proporção de brasileiros conectados passou de 66% em 2016 para 90,5% em 2025. O crescimento reduziu a distância entre áreas urbanas e rurais e ampliou o mercado potencial para serviços financeiros digitais, educação a distância, aplicativos de transporte, streaming e comércio eletrônico.

A mudança tem efeito direto sobre cidades médias e centros comerciais tradicionais. Com mais consumidores comprando por aplicativos e sites, o comércio de rua tende a depender menos apenas do ponto físico e mais de integração entre loja, entrega e presença digital. A disputa, antes concentrada na vitrine e no preço local, passa a incluir frete, prazo, reputação online e facilidade de pagamento.

Debate sobre importados ganha força

O avanço das compras online também recoloca no centro da discussão a concorrência com plataformas internacionais. Entidades do varejo vêm defendendo regras tributárias capazes de equilibrar a competição entre empresas instaladas no Brasil e sites estrangeiros, especialmente nas compras de menor valor.

O IBGE não detalha, nesta divulgação, quais categorias de produto ou serviço mais puxaram o crescimento das compras pela internet. Ainda assim, o indicador de 52,7% já aponta a consequência central: o comércio eletrônico deixou de ser um canal complementar e passou a disputar, em escala nacional, o orçamento cotidiano das famílias.


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