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Economia

Nemesis amplia controle da Azevedo & Travassos para 67,6% com aporte de R$ 300 mi

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O movimento ocorre duas semanas após a Azevedo & Travassos Investimentos, subsidiária da companhia, adquirir a Engie Soluções de Iluminação Pública (Esip) em 23 de junho.
  • A trajetória de controle Em 31 de maio, a Nemesis detinha apenas 19,7% do capital social da Azevedo & Travassos.
  • Gabriel Freire Júnior, que é diretor-presidente da Azevedo & Travassos e também membro do conselho de administração da ATE, controla integralmente a Nemesis.
  • Com 67,6% do capital social, a Nemesis pode aprovar a maioria das deliberações em assembleia sem necessidade de apoio de outros sócios.
  • Com a operação, a Nemesis passa a deter 81,2% das ações ordinárias e 60,6% das preferenciais da empresa de engenharia e infraestrutura, consolidando o controle de forma acentuada.

A Nemesis Brasil ampliou de forma decisiva sua posição na Azevedo & Travassos após a homologação de um aumento de capital de R$ 300 milhões. A participação da companhia no capital social subiu de 19,7% para 67,6%, em uma operação comunicada à CVM nesta quinta-feira (2).

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A mudança desloca o centro de poder da empresa de engenharia e infraestrutura. A Nemesis, controlada integralmente por Gabriel Freire Júnior, diretor-presidente da Azevedo & Travassos e membro do conselho de administração da ATE, subscreveu o aporte sem a entrada de novos investidores externos.

Depois da capitalização, a Nemesis passou a deter 81,2% das ações ordinárias, que dão direito a voto, e 60,6% das preferenciais. Na prática, o controlador reforça a capacidade de comandar deliberações societárias e de definir o ritmo da estratégia da companhia.

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Controle muda em menos de dois meses

A base usada no comunicado mostra que, em 31 de maio, a Nemesis ainda tinha 19,7% do capital social da Azevedo & Travassos. Com o aumento de capital de R$ 300 milhões, a participação saltou para mais de dois terços do capital total.

A operação também reforça a sobreposição entre gestão e controle acionário. Gabriel Freire Júnior comanda a Azevedo & Travassos como diretor-presidente e, ao mesmo tempo, controla a Nemesis, agora acionista dominante da companhia.

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Aporte vem após avanço em iluminação pública

A capitalização ocorre poucos dias depois de a Azevedo & Travassos Investimentos, subsidiária do grupo, fechar a compra da Engie Soluções de Iluminação Pública (Esip), em 23 de junho. A aquisição ampliou a presença da companhia em um segmento ligado a contratos de infraestrutura urbana e serviços de longo prazo.

O novo aporte dá fôlego financeiro à empresa em um momento de reorganização societária e expansão de ativos. A companhia, porém, não detalhou a destinação específica dos R$ 300 milhões nem informou mudanças no estatuto social associadas à capitalização.

Minoritários ficam com menos peso nas decisões

A concentração de 67,6% do capital social reduz o peso relativo dos demais acionistas nas decisões da Azevedo & Travassos. O efeito é ainda mais forte nas ações ordinárias, nas quais a Nemesis passou a deter a maioria ampla dos votos.

Para investidores minoritários, o ponto central passa a ser como o controlador vai usar a nova estrutura de capital: expansão, reforço de caixa, redução de passivos ou integração de aquisições recentes. A resposta deve aparecer nos próximos comunicados societários e demonstrações financeiras da companhia.

O fato concreto, por ora, é que a Azevedo & Travassos sai da operação com R$ 300 milhões em capital novo e com um controlador muito mais forte. A Nemesis deixa a condição de acionista relevante e assume posição dominante no comando da empresa.


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