quinta-feira, julho 2
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Agronegócio

Chuvas em Minas atrasam colheita de café da Cooxupé em 17,4 pontos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Notícia confirma e detalha os fatos: Colheita de café da Cooxupé atinge 24,9% e atrasa 17,4 pontos percentuais frente a 2025.
  • Dados foram consultados em fontes públicas e documentos oficiais.
  • Equipe acompanha evoluções para atualização da publicação.

A colheita de café na área acompanhada pela Cooxupé chegou a 24,9% da safra até 28 de junho, no menor avanço para o período desde 2018. O ritmo está 17,4 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo intervalo de 2025 e expõe o impacto das chuvas de junho sobre uma das regiões mais importantes do café arábica no país.

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O atraso se concentra em áreas produtoras de Minas Gerais, especialmente nas Matas de Minas e no Cerrado Mineiro, onde a umidade atrapalhou tanto a entrada de máquinas nas lavouras quanto a secagem dos grãos nos terreiros. Na última semana do levantamento, a colheita avançou 4,9 pontos percentuais, ganho insuficiente para recompor o calendário.

A Cooxupé é a maior cooperativa de café do mundo e funciona como termômetro relevante para o mercado brasileiro. Quando a colheita anda mais devagar em sua área de influência, a leitura dos compradores muda: cresce o risco de menor disponibilidade imediata de café, de lotes com qualidade mais irregular e de maior disputa pelo grão no segundo semestre.

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Por que o atraso pesa mais nesta safra

O problema climático ganha força porque a safra 2026 ocorre em um ano de menor produção dentro do ciclo bienal do café. Nesses períodos, a lavoura já parte de um potencial mais limitado, e eventos como chuva fora de época tendem a ter efeito maior sobre o ritmo da colheita e sobre a formação de preço.

No campo, a janela de tempo importa. O café precisa ser retirado no ponto correto e secar em condições adequadas para preservar qualidade. Com chuva e umidade elevada, o produtor pode atrasar a colheita para evitar perdas, mas também corre o risco de colher mais tarde do que o ideal. Esse equilíbrio é o que mantém o mercado em alerta.

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Mercado observa reflexo nos preços

O Brasil é peça central na oferta global de café, e Minas Gerais concentra parte decisiva da produção nacional de arábica. Por isso, um atraso em áreas mineiras acompanhadas pela Cooxupé não fica restrito ao produtor: ele entra no cálculo de torrefadoras, exportadores e compradores que precisam garantir abastecimento nos próximos meses.

A pressão ainda não significa repasse automático ao consumidor, mas reduz o espaço para alívio no varejo. Se o clima continuar dificultando a retirada e a secagem dos grãos, a oferta disponível pode chegar ao mercado em ritmo menor justamente no período em que contratos e embarques do segundo semestre começam a ser ajustados.

O ponto decisivo agora é o comportamento do clima nas próximas semanas. Com tempo mais firme, a colheita pode ganhar tração e reduzir parte do atraso. Se a umidade persistir, a safra da Cooxupé tende a seguir como um dos principais focos de tensão para o preço do café no Brasil e no mercado internacional.


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