quarta-feira, julho 1
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Economia

Lula acelera negociação da Petrobras com estatal boliviana por gás natural

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Será necessário que os ministérios de Minas e Energia e Relações Exteriores da Bolívia, além da YPFB, definam data e pauta da reunião com Magda Chambriard.
  • A Bolívia é fornecedora histórica de gás ao Brasil, mas desde 2023 as tratativas comerciais entre Petrobras e YPFB estavam congeladas, segundo relatos do setor compilados pela imprensa.
  • O que se sabe sobre as tratativas As duas fontes que noticiaram o avanço — os veículos Valor Econômico e ND Mais — indicam que a agenda bilateral na Cúpula do Mercosul foi o palco do aceno político.
  • Lula e Rodrigo Paz discutiram a retomada de parcerias no setor de gás, com ênfase na possibilidade de ampliação da presença da Petrobras na exploração de campos bolivianos.
  • A Petrobras também não publicou fato relevante sobre o assunto até a noite desta terça-feira (30).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, deram aval político para destravar negociações entre a Petrobras e a estatal boliviana YPFB na área de gás natural. A aproximação ocorreu em encontro bilateral nesta terça-feira (30), em agenda ligada à Cúpula do Mercosul, e abre caminho para uma nova rodada de conversas técnicas no Rio de Janeiro.

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deve receber uma comitiva ministerial boliviana para tratar da retomada de parcerias em exploração e fornecimento de gás. A data da reunião ainda não foi informada, mas o movimento recoloca no centro da pauta uma relação estratégica para o abastecimento brasileiro.

A Bolívia é uma fornecedora histórica de gás ao Brasil. O país importa cerca de 15 milhões de metros cúbicos por dia do mercado boliviano, volume próximo de 10% do consumo nacional. Por isso, qualquer mudança nos contratos com a YPFB interessa diretamente à indústria, às térmicas, ao setor de fertilizantes e às distribuidoras de gás canalizado.

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Retomada tenta destravar relação paralisada desde 2023

As conversas entre Petrobras e YPFB vinham travadas desde 2023, em meio a disputas contratuais e mudanças na política energética boliviana. A entrada dos presidentes na articulação sinaliza uma tentativa de reconstruir a relação em nível mais alto, antes de avançar para termos comerciais.

Na prática, a negociação precisa resolver pontos sensíveis: volume de gás, preço, prazo de fornecimento, condições para exploração de campos bolivianos e eventuais investimentos associados. Esses elementos definirão se a aproximação ficará restrita a um gesto diplomático ou se resultará em novos contratos para a Petrobras.

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Gás boliviano pesa na segurança energética do Brasil

O gás natural ocupa papel relevante na segurança energética porque abastece indústrias intensivas em energia, pode acionar termelétricas em períodos de menor geração hidrelétrica e serve de insumo para cadeias como a química e a de fertilizantes. Um acordo com a Bolívia, portanto, pode afetar custos de produção e planejamento de abastecimento, embora o impacto dependa dos termos comerciais.

Para a Petrobras, a retomada também tem dimensão estratégica. A companhia busca equilibrar segurança de suprimento, competitividade do gás e presença regional em um mercado que mudou nos últimos anos com a ampliação da oferta de gás natural liquefeito e a abertura gradual do setor no Brasil.

O próximo passo é a reunião da comitiva boliviana com Magda Chambriard no Rio. É desse encontro que devem sair a pauta técnica e o desenho inicial de um eventual acordo entre Petrobras e YPFB, incluindo se a prioridade será ampliar fornecimento, renegociar contratos ou retomar investimentos em exploração na Bolívia.


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