terça-feira, junho 30
MERCADO
IBOVESPA 172.215 pts▼ 0,62%DOW JONES 52.278 pts▲ 0,77%NASDAQ 26.206 pts▲ 3,59%S&P 500 7.497 pts▲ 1,94%DÓLAR R$ 5,18▼ 0,13%EURO R$ 5,92▼ 0,18%BITCOIN R$ 304.102▼ 2,77%ETHEREUM R$ 8.175▼ 2,76%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
Publicidade
Economia

Brasil abre 72.960 vagas com carteira em maio, menor saldo desde 2020

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O Brasil registrou abertura líquida de 72.960 vagas formais de emprego em maio, o menor saldo para o mês desde 2020, segundo o Novo Caged , do Ministério do Trabalho e Emprego.
  • Na comparação com maio de 2025, quando foram abertas 153.108 vagas, a queda foi de 52,3%.
  • Também será crucial cruzar os dados com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE , que mede a taxa de desemprego e a informalidade.
  • As admissões somaram 2,207 milhões e os desligamentos, 2,134 milhões.
  • No acumulado de janeiro a maio, o Brasil soma 767,3 mil vagas formais.

O Brasil abriu 72.960 vagas de trabalho com carteira assinada em maio de 2026, o pior resultado para o mês desde 2020, quando a pandemia atingiu em cheio o mercado formal. O saldo, calculado pela diferença entre contratações e demissões, ficou bem abaixo da expectativa do mercado, que previa cerca de 120 mil novos postos.

Publicidade

Os dados do Novo Caged mostram que o país registrou 2,207 milhões de admissões e 2,134 milhões de desligamentos no mês. Em maio de 2025, o saldo havia sido de 153.108 vagas. A geração líquida de empregos, portanto, caiu 52,3% em um ano.

O número confirma uma perda de ritmo no mercado formal depois de um início de ano mais forte. Em março, o saldo havia ficado perto de 229 mil vagas. Em abril, recuou para cerca de 79 mil. Maio manteve o movimento de desaceleração e frustrou a leitura de que a queda do mês anterior poderia ter sido apenas pontual.

Publicidade

Desaceleração pesa sobre a leitura da economia

O Caged mede apenas o emprego formal, mas funciona como um termômetro importante da atividade econômica. Quando as empresas contratam menos, o sinal costuma aparecer também na renda, no consumo das famílias e na disposição do setor produtivo de ampliar produção e serviços.

No acumulado de janeiro a maio, o país soma 767,3 mil vagas com carteira assinada. O resultado ainda é positivo, mas a sequência recente indica que a criação de postos perdeu força justamente no momento em que investidores e governo acompanham sinais de esfriamento da economia.

Publicidade

Novos contratados entram ganhando menos

Outro ponto sensível está nos salários. A remuneração média de admissão ficou em R$ 2.384,10, enquanto a dos trabalhadores desligados foi de R$ 2.474,14. A diferença, de R$ 90,04, sugere que parte das novas vagas está sendo aberta com salários menores do que os pagos a quem deixou o emprego.

Esse movimento, se persistir, pode limitar o avanço da renda do trabalhador formal. Para as famílias, o impacto aparece no orçamento mensal; para a economia, pode reduzir o fôlego do consumo, um dos motores da atividade.

Banco Central observa emprego antes de decidir juros

A perda de dinamismo do emprego formal também entra no radar do Banco Central. Um mercado de trabalho mais fraco tende a aliviar pressões de demanda e pode influenciar a avaliação sobre os próximos passos da taxa básica de juros. A leitura, porém, depende da combinação com inflação, crédito, renda e outros indicadores de atividade.

O dado de maio não aponta, sozinho, uma virada estrutural no mercado de trabalho. Mas reduz a margem para leituras otimistas sobre a criação de empregos com carteira e torna os próximos resultados do Caged decisivos para medir se a desaceleração é temporária ou se o mercado formal entrou em trajetória mais fraca.


Publicidade