terça-feira, junho 30
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Economia

Aneel adia votação do bônus de Itaipu e põe desconto de agosto em dúvida

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu nesta terça-feira (30) a votação sobre o repasse do Bônus de Itaipu após pedido de vista do diretor Fernando Mosna.
  • O valor da proposta divergente O saldo da Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu em 2025 foi de R$ 1,29 bilhão.
  • Impacto na conta de luz em agosto Se aprovado nos termos iniciais, o bônus equivale a R$ 0,00657324/kWh consumido.
  • A Aneel não informou quando a votação será retomada.
  • O diretor Mosna defende que um montante maior seja repassado, mas a Aneel não divulgou o valor exato nem a base técnica de sua divergência.

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) interrompeu nesta terça-feira (30) a votação sobre o Bônus de Itaipu, repasse que poderia reduzir as contas de luz de agosto. O processo foi suspenso após pedido de vista do diretor Fernando Mosna, que divergiu da proposta relatada por Agnes da Costa e indicou defender um valor maior para os consumidores.

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A proposta em discussão destinava R$ 767,2 milhões ao desconto tarifário para unidades consumidoras residenciais e rurais enquadradas nas regras do benefício. A estimativa alcança consumidores com consumo inferior a 350 kWh em ao menos um mês do período considerado pela agência.

O dinheiro sairia do saldo positivo da Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, que registrou superávit de R$ 1,29 bilhão em 2025. Pela minuta em análise, o valor seria transferido pela ENBPar às distribuidoras entre 20 e 24 de julho, para aplicação nas faturas de agosto. Com a votação suspensa, esse calendário deixou de ser automático e passou a depender da retomada do processo pela diretoria.

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Por que o desconto travou

O impasse está no tamanho do repasse. A proposta original reservava cerca de 59,5% do saldo de R$ 1,29 bilhão para abatimento nas tarifas. Mosna pediu mais tempo para apresentar voto e sinalizou que quer ampliar a parcela destinada diretamente aos consumidores, mas ainda não apresentou publicamente o valor alternativo.

Na prática, o pedido de vista retira o item da deliberação imediata e dá prazo para que o diretor formule sua posição. O processo pode voltar à pauta nas próximas sessões ordinárias da Aneel, mas a agência ainda não definiu a data da nova votação.

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A divergência não elimina o bônus. Ela muda o ponto central da decisão: se a diretoria manterá o desenho relatado por Agnes da Costa ou se adotará uma proposta com repasse maior. Até a homologação final, as distribuidoras não têm autorização para aplicar o abatimento nas contas.

Quanto o consumidor receberia

Se aprovado nos termos iniciais, o bônus corresponderia a R$ 0,00657324 por kWh consumido. Nas simulações da agência, uma conta com consumo de 150 kWh teria desconto de cerca de R$ 0,99; uma de 220 kWh, de R$ 1,45; e uma de 350 kWh, de R$ 2,30.

O benefício funciona como ajuste tarifário, não como crédito isolado depositado ao consumidor. Por isso, o valor aparece na fatura conforme o consumo mensal, a área de concessão e os procedimentos de cada distribuidora. Quem ficou acima de 350 kWh em todos os meses considerados não entra no grupo elegível.

Embora o desconto individual seja pequeno, o efeito agregado é relevante: a proposta inicial movimenta R$ 767,2 milhões e alcança milhões de unidades consumidoras em um período de pressão sobre a tarifa de energia. Se a tese de Mosna prevalecer, o abatimento pode ser maior, mas dependerá do novo cálculo aprovado pela diretoria.

O que acontece agora

A Aneel precisa retomar a votação para definir três pontos: o valor final do bônus, a forma de repasse às distribuidoras e o mês em que o desconto aparecerá na fatura. O cronograma original mirava agosto, mas um atraso na deliberação pode empurrar a aplicação para o ciclo seguinte de cobrança.

Até a nova decisão, o consumidor elegível não precisa fazer pedido à distribuidora. O desconto, quando aprovado, será aplicado automaticamente na conta de luz, conforme as regras homologadas pela Aneel.


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