terça-feira, junho 30
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Economia

Governo corta subsídio do diesel e preço pode subir até R$ 0,35 por litro

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A medida passa a valer em 1º de julho, informou o secretário do Tesouro Nacional, Dario Durigan.
  • O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, que vigorava para conter o preço do combustível.
  • A ANP aprovou R$ 740 milhões para a Petrobras no âmbito do subsídio ao diesel, indicando o volume de recursos envolvidos.
  • O anúncio, porém, não foi formalizado em decreto, portaria ou qualquer ato publicado no Diário Oficial da União até a noite desta terça.
  • Além de encerrar a subvenção de R$ 0,35 por litro, o governo avalia reduzir também os subsídios remanescentes sobre o diesel, de R$ 1,12 por litro, e sobre a gasolina, de R$ 0,44 por litro.

O governo federal anunciou o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel a partir de 1º de julho, uma mudança com potencial para pressionar o preço do combustível, encarecer fretes e chegar ao custo dos alimentos. A informação foi dada pelo secretário do Tesouro Nacional, Dario Durigan, em meio à revisão dos benefícios usados nos últimos anos para conter o avanço dos combustíveis.

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Se o corte for repassado integralmente ao consumidor, o diesel pode subir até R$ 0,35 por litro na bomba. O efeito, porém, não é automático: depende das margens de distribuidoras e postos, da concorrência local e da estratégia comercial da cadeia. Com o diesel perto de R$ 5,80 por litro em médias recentes da ANP, a retirada do benefício equivale a cerca de 6% do preço final.

A decisão mira um dos combustíveis mais sensíveis da economia. O diesel move a maior parte do transporte de cargas no país e entra diretamente na formação de preços de alimentos, produtos industrializados e serviços de logística. Por isso, mesmo uma alta limitada na bomba pode se espalhar pelos fretes antes de aparecer no bolso do consumidor.

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Medida atinge frete, inflação e caixa do governo

O corte ocorre em um momento de pressão fiscal sobre o governo, que tenta reduzir renúncias e subsídios para melhorar as contas públicas. A subvenção de R$ 0,35 por litro vinha sendo usada para amortecer o preço do diesel em um cenário de volatilidade no petróleo e no câmbio.

A ANP já havia aprovado R$ 740 milhões para a Petrobras no âmbito do programa de subsídio ao diesel, sinal do peso fiscal da política. Em junho, o governo também abriu crédito para bancar a subvenção, mas o desconto efetivo na bomba dependia da forma como o benefício chegava a refinarias, distribuidoras, postos e consumidores.

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Transportadores e setores que dependem de logística rodoviária tendem a ser os primeiros afetados. Quando o diesel sobe, empresas de carga tentam recompor contratos de frete; depois, a pressão pode alcançar supermercados, indústria, agroindústria e varejo. A intensidade desse repasse dependerá da velocidade do ajuste e da capacidade de negociação entre embarcadores e transportadoras.

Governo avalia novas reversões em diesel e gasolina

Além do corte de R$ 0,35 por litro, a equipe econômica avalia reduzir subsídios remanescentes sobre combustíveis. Estão na mesa benefícios de R$ 1,12 por litro no diesel e de R$ 0,44 por litro na gasolina. Ainda não há prazo anunciado para essas novas reversões.

A retirada gradual dos subsídios muda a lógica adotada para segurar preços artificialmente e devolve parte do ajuste ao mercado. Na prática, o governo troca alívio imediato ao consumidor por menor custo fiscal, mas assume o risco de reacender pressões sobre transporte e inflação no curto prazo.

A formalização do fim da subvenção em ato oficial é o passo que define a execução da medida. A partir daí, distribuidoras, postos e empresas de transporte passam a recalcular preços e contratos com base no novo custo do diesel.


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