segunda-feira, junho 29
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Economia

IGP-M cai 0,50% em junho e registra primeira deflação do ano; alta de 3,16% ainda reajusta aluguéis

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,50% em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) nesta segunda-feira (29).
  • O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,29% em junho, ante 0,15% em maio, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,52%, ante 0,45% no mês anterior.
  • Apesar da deflação mensal, o índice acumula alta de 3,16% em 12 meses.
  • Impacto nos contratos e no bolso Para quem tem contrato de aluguel com vencimento indexado ao IGP-M, o reajuste será calculado com base na variação acumulada em 12 meses até o mês do vencimento.
  • No acumulado até junho, o índice está em 3,16% – bem abaixo dos 4,39% registrados no mesmo período de 2025.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,50% em junho, registrando a primeira deflação mensal de 2026, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) nesta segunda-feira (29). O resultado reverte a alta de 0,84% de maio e veio em linha com as expectativas de mercado, cuja mediana apontava recuo de 0,47%.

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Apesar do recuo mensal, o índice acumula alta de 3,16% nos últimos 12 meses. Em junho de 2025, o IGP-M havia caído 1,67% no mês e acumulava 4,39% em 12 meses. A pressão inflacionária medida pelo índice é menor do que há um ano — mas ainda positiva, o que significa que aluguéis e contratos indexados ao IGP-M continuarão sendo reajustados para cima.

O que derrubou o índice em junho

A deflação mensal foi puxada pelo recuo nos preços do atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), principal componente do IGP-M, recuou 0,97% em junho, impulsionado pela queda nos preços de commodities, com destaque para o petróleo. Foi a segunda queda consecutiva do IPA, sinalizando uma trajetória de descompressão ao longo da cadeia produtiva.

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Os demais componentes se moveram na direção oposta. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,29% em junho, ante 0,15% em maio, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,52%, contra 0,45% no mês anterior. A aceleração nesses dois segmentos amenizou, mas não impediu, o resultado negativo do índice cheio.

Impacto nos contratos e no bolso

Para quem tem contrato de aluguel indexado ao IGP-M, o reajuste é calculado com base na variação acumulada em 12 meses até o mês de vencimento. Com o acumulado em 3,16% até junho — bem abaixo dos 4,39% registrados no mesmo período de 2025 —, os reajustes serão menores do que os aplicados no ano passado, mas ainda positivos. A data-base de cada contrato define o percentual exato aplicado.

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O movimento acompanha a desaceleração observada em outros indicadores de inflação. O IPCA-15 recuou para 0,41% em junho, mas o acumulado em 12 meses permanece em 4,80%, acima do teto da meta. O Banco Central monitora ambos os índices, embora o IPCA seja o oficial para o regime de metas.

A FGV Ibre não sinalizou se o recuo de junho é pontual ou o início de uma tendência mais duradoura. O mercado aguarda a prévia do IGP-M de julho para avaliar se a desaceleração das commodities continuará pressionando o atacado para baixo — e, consequentemente, se os contratos reajustados pelo índice terão alívio adicional ao longo do segundo semestre.


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