Yasser Al-Misehal renunciou à presidência da Federação de Futebol da Arábia Saudita neste domingo (28), um dia após a eliminação da seleção nacional na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O anúncio foi feito pela própria entidade.
Al-Misehal, que ocupava o cargo desde 2019, assumiu a responsabilidade pelo desempenho da equipe, eliminada após empate com a Espanha na última rodada do Grupo B. Em comunicado, o dirigente afirmou que a decisão busca “permitir novos rumos ao futebol saudita”. A federação não detalhou os motivos exatos da saída.
A renúncia expõe as dificuldades do ambicioso projeto esportivo do país, que investiu somas expressivas na contratação de estrelas internacionais para a liga local e lançou uma candidatura para sediar a Copa do Mundo de 2034. A eliminação precoce no Mundial sinaliza que o retorno esportivo do plano ainda está longe do esperado.
Campanha sem vitórias no Grupo B
A Arábia Saudita disputou o Grupo B do Mundial ao lado de Espanha, Canadá e Nova Zelândia, mas somou apenas dois empates e uma derrota, sem vencer nenhuma partida. A campanha frustrou a torcida local e aumentou a pressão sobre a federação, especialmente depois que o reino injetou recursos recordes na preparação da seleção.
O duelo contra a Espanha, em 21 de junho, selou a eliminação. A seleção saudita encerrou a fase de grupos sem vitórias — um desempenho que contrasta com o volume de investimentos do país no futebol nos últimos anos.
Vácuo de comando e o Mundial de 2034
A federação não anunciou quem assumirá o cargo de Al-Misehal, e não há previsão de eleição imediata. A lacuna de comando ocorre em momento crítico: a candidatura saudita para sediar a Copa do Mundo de 2034, liderada pelo próprio ex-presidente, enfrenta prazos de adequação a exigências da Fifa até o fim de 2027.
A renúncia não veio acompanhada de um pronunciamento sobre o impacto na candidatura, o que deixa em aberto a estratégia do reino para manter a influência no futebol global. O próximo passo será a escolha do sucessor e a definição de como o país conduzirá o projeto do Mundial de 2034 sem o dirigente que o capitaneava.










