sábado, junho 27
Publicidade
Política

Marília Campos resiste ao governo de Minas e leva preferência pelo Senado a Lula

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Ex-prefeita vê candidatura ao governo como equívoco estratégico.
  • Reunião com o presidente ainda não tem data definida.
  • Definição afeta a montagem do palanque presidencial no estado.
  • Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país.
  • Marília articula agendas com MDB, PSB e PDT.

Pressionada pelo PT para encabeçar a disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos resiste ao convite e mantém a candidatura ao Senado como prioridade. Ela pretende apresentar a preferência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro marcado para “brevemente” e classifica uma candidatura própria do partido ao Palácio Tiradentes como “equívoco estratégico”.

Publicidade

Marília é o nome preferido de Lula para liderar o palanque petista no estado — o único dos 27 onde o presidente ainda não tem candidatura ao Executivo definida. Neste sábado (27), ela participou de um encontro regional de lideranças em Montes Claros, ao lado de Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Júnior (PSB), dois pré-candidatos ao governo mineiro. A agenda conjunta reforça a tese de Marília por uma frente ampla entre PT, MDB, PSB e PDT, em vez de uma chapa encabeçada pelo próprio partido.

“O norte não é o confronto”, disse a ex-prefeita a jornalistas após o encontro, sinalizando que prioriza o entendimento com aliados em vez de impor uma candidatura petista. Além da conversa pretendida com Lula, Marília deve se encontrar com o presidente do PT, Edinho Silva, para aprofundar a estratégia eleitoral no estado.

Publicidade

Minas Gerais é peça central no palanque de Lula

A definição da chapa em Minas interessa diretamente à campanha presidencial de Lula. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, e a composição das candidaturas majoritárias pode fortalecer ou enfraquecer o palanque do presidente na disputa pela reeleição. O governo federal já sinaliza tratar a agenda mineira como parte da estratégia nacional — Lula esteve no estado recentemente para anunciar entregas na área de saúde, em gesto interpretado como teste eleitoral.

Marília foi prefeita de Contagem, terceira maior cidade de Minas Gerais, entre 2021 e 2026. Renunciou ao cargo em abril para concorrer ao Senado. Apesar de ter recebido o aval do diretório estadual e nacional do PT para a candidatura ao Legislativo, setores do partido continuam pressionando por seu nome ao governo, considerando-a a opção mais competitiva para a disputa estadual.

Publicidade

Frente ampla ganha forma, mas chapa segue indefinida

A articulação com MDB e PSB ainda não resultou em chapa oficial. O PT não definiu quem disputará o governo mineiro, quem concorrerá ao Senado nem como os aliados serão acomodados na composição majoritária. Para o grupo que defende a candidatura de Marília ao Senado, deslocá-la para o governo poderia desorganizar a estratégia do campo governista no estado.

A próxima etapa é a conversa com Lula, ainda sem data divulgada. Até lá, a preferência de Marília pelo Senado permanece como posição política, não como decisão final — mas a janela para uma candidatura própria ao Executivo se estreita a cada movimento da ex-prefeita em direção aos aliados.


Publicidade