O poeta, ensaísta, crítico literário e tradutor Alexei Bueno morreu na madrugada deste sábado (27), em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 63 anos. Ele tratava um câncer.
Nascido no Rio em 1963, Bueno formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde desenvolveu estudos em literatura e filologia que se tornariam a base de sua produção poética e ensaística. Em quatro décadas de atuação, construiu uma das obras mais rigorosas da literatura brasileira contemporânea, transitando entre a criação poética, a crítica e a tradução.
Premiado duas vezes com o Jabuti, Bueno também recebeu distinções da APCA, da Academia Brasileira de Letras, da Biblioteca Nacional e o prêmio Fernando Pessoa, entre outros reconhecimentos. Entre seus títulos destacam-se A Festa da Vida, além de traduções e ensaios que marcaram o circuito editorial brasileiro.
Além de poeta e tradutor, Bueno foi professor de literatura e manteve presença constante no debate intelectual do país. Figura respeitada entre críticos e colegas, era conhecido pelo rigor formal e pela erudição que permeavam tanto seus poemas quanto seus textos críticos.
A morte de Bueno integra uma série de perdas recentes no campo cultural brasileiro. Em junho, o escritor Raimundo Carrero, integrante do Movimento Armorial, morreu aos 78 anos.











