O Grupo Prime, empresa do agronegócio sediada em Toledo (PR), protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça do Paraná com passivo total declarado de R$ 790,2 milhões. O valor coloca entre os credores bancos, fornecedores e trabalhadores que dependem do andamento do processo para receber.
Do total, R$ 397 milhões correspondem a créditos sujeitos à recuperação judicial — aqueles que podem ser renegociados no processo. Outros R$ 394 milhões são créditos extraconcursais, que seguem fora da dinâmica de negociação do plano.
Estrutura da dívida reúne 311 credores
Entre os créditos sujeitos ao processo, a classe quirografária (sem garantia) soma R$ 282 milhões e reúne 311 credores. Os créditos com garantia real chegam a R$ 106,1 milhões. Há ainda R$ 6,5 milhões atribuídos a microempresas e empresas de pequeno porte e R$ 2 milhões em créditos trabalhistas e acidentários.
Fundado em 2013 em Toledo, no oeste paranaense, o grupo atua no setor agro e tem entre suas empresas a Prime Agro Produtos Agrícolas. A extensão do impacto sobre fornecedores, produtores e a cadeia do agronegócio dependerá da relação oficial de credores, que será detalhada ao longo do processo.
Justiça ainda precisa deferir pedido para liberar negociação
O deferimento da recuperação pelo juízo é o passo que autoriza o grupo a apresentar plano de pagamento e convocar assembleia de credores. Sem essa decisão, não há calendário processual nem administrador judicial designado.
Se a recuperação for concedida, o Grupo Prime terá prazo definido pela Justiça para propor um plano de reestruturação da dívida aos credores. O pedido foi protocolado em 23 de junho e tramita na Justiça do Paraná.









