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Economia

BNDES aprova R$ 618 milhões para usina de etanol de cereais da Aroeira em MG

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O investimento total divulgado é de 750 milhões, acima dos 618 milhões do financiamento aprovado.
  • A planta deve gerar 146 milhões de litros anuais de etanol de cereais e processar 330 mil toneladas de grãos.
  • BNDES não informou juros, prazo e cronograma de liberação, deixando retorno e efeito de preço sem projeção precisa.
  • Aroeira já atua em Tupaciguara desde 2011 com açúcar e etanol anidro e agora amplia a estratégia para base de grãos.
  • No Triângulo Mineiro, a nova unidade fortalece a concorrência do etanol de cereais com a oferta tradicional de cana.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 618 milhões para a implantação de uma planta de etanol de cereais do Grupo Aroeira em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro. O investimento total do projeto é de R$ 750 milhões, com o restante custeado por recursos próprios do grupo.

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A unidade, que será operada pela Biomil Etanol Ltda., está em fase pré-operacional e deve iniciar as atividades em 2028. O projeto integra o complexo industrial já mantido pelo grupo no município, onde atua desde 2011 no segmento sucroenergético.

O financiamento foi estruturado em duas operações. A primeira reúne R$ 310 milhões do Fundo Clima e R$ 105,5 milhões da linha Finem, voltada a projetos de investimento de longo prazo. A segunda, de R$ 202,5 milhões, vem da linha BNDES Máquinas e Serviços, destinada à aquisição de equipamentos e sistemas industriais de produção.

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A planta terá capacidade para produzir 146 milhões de litros de etanol de cereais por ano e processar 330 mil toneladas de grãos. O projeto representa uma diversificação da base produtiva do grupo, que historicamente opera com cana-de-açúcar, e deve ampliar a demanda por milho e sorgo na região.

Compromisso climático e diversificação setorial

A aprovação reforça o compromisso do BNDES com a indústria de biocombustíveis e a descarbonização da matriz energética brasileira. O Fundo Clima, presente na operação, financia projetos que contribuem para a redução de emissões de gases de efeito estufa e exige indicadores de desempenho ambiental ao longo da execução.

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O etanol de cereais — produzido sobretudo a partir de milho e sorgo — tem ganhado espaço no país como alternativa à cana-de-açúcar, especialmente em regiões onde a safra de grãos é abundante. No Triângulo Mineiro, a nova planta se beneficia da infraestrutura logística e do parque esmagador de grãos já instalado, o que tende a reduzir custos de transporte e ampliar a eficiência operacional.

O Grupo Aroeira mantém operação em Tupaciguara desde 2011, com histórico na produção de açúcar e etanol anidro. A nova unidade marca a transição para uma matriz mais diversificada de biocombustíveis e amplia a base de produção no estado.

Próximos passos

Com o financiamento aprovado, o projeto avança para a fase de formalização contratual, que inclui a definição de garantias e o cronograma de desembolsos. A operação prevê condicionantes ambientais vinculadas ao Fundo Clima, que exigirão compliance e relatórios de desempenho ao longo da implantação.

O início das operações, previsto para 2028, dependerá do avanço das obras e da entrega de equipamentos. Quando em funcionamento, a planta deverá consolidar o Triângulo Mineiro como polo produtor de etanol de cereais, com efeitos sobre a oferta regional de combustível renovável e a cadeia de suprimento de grãos.


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