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Economia

Trump diz que Irã garante não cobrar taxa em Ormuz e ameaça romper negociações

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Nesta quarta-feira (24), Donald Trump afirmou que o Irã garantiu não cobrar taxas de pedágio de navios no Estreito de Ormuz e que, se for mentira, a negociação com os EUA termina.
  • Em 16 de junho, o PIRANOT registrou leitura oposta sobre taxas de navios em Ormuz.
  • Sem isso, a matéria não permite afirmar mudança de custo ou de norma para navios em Ormuz.
  • O presidente dos Estados Unidos apresentou a declaração como eixo da negociação em curso com Teerã.
  • Se não surgir, a frase de Trump permanece como limite político e risco de ruptura já anunciado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (24) que o Irã garantiu não cobrar pedágios, taxas de seguro ou qualquer outro custo de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. Em publicação na rede social Truth Social, Trump disse que, se a informação de Teerã for falsa, “as negociações serão encerradas imediatamente”.

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Segundo Trump, o Irã informou aos EUA que “não há pedágios, não há custos de seguro e nem qualquer outro tipo de taxa sendo exigida ou recebida” de embarcações que cruzam o estreito — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de petróleo.

O presidente americano acrescentou que nenhum dinheiro foi entregue ao Irã nem liberado de seus fundos congelados pelos Estados Unidos. “Liberaremos parte do dinheiro deles, que está totalmente sob nosso controle”, complementou, referindo-se a ativos iranianos bloqueados.

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A declaração marca uma virada no tom em relação ao estreito. No dia 16 de junho, Trump já havia prometido que Ormuz não teria pedágio, mas Teerã reagiu afirmando que cobraria a taxa de navios. O vai-e-vem diplomático mantém o mercado de petróleo em alerta, já que qualquer cobrança ou bloqueio na rota pode elevar custos de frete e pressionar o preço do barril.

Rota crítica e impacto no preço do petróleo

O Estreito de Ormuz é o principal corredor de exportação de petróleo do Golfo Pérsico, por onde passam cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. Uma taxa de trânsito imposta pelo Irã afetaria diretamente o custo do transporte marítimo e, em cadeia, os preços de combustíveis em mercados importadores — inclusive o Brasil, que depende de importações para complementar o refino nacional.

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Trump também citou conversas com o presidente chinês, Xi Jinping, e o russo, Vladimir Putin, no contexto das negociações sobre o estreito. O Congresso dos EUA, no entanto, aprovou na véspera uma resolução simbólica para frear o presidente em ações militares contra o Irã, sinalizando resistência interna a uma escalada de conflito.

Próximos passos dependem de confirmação de Teerã

O avanço da negociação depende de uma confirmação oficial do Irã. Até agora, a garantia foi repassada pelo governo americano, sem documento conjunto ou declaração pública iraniana validando o compromisso. Sem esse fechamento, armadores e seguradoras não têm sinal institucional para alterar contratos de navegação.

Se a confirmação surgir, a rota de Ormuz ganha estabilidade operacional e o custo de frete tende a cair. Se não, a frase de Trump permanece como limite político — com o risco de ruptura já anunciado pelo próprio presidente.


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