Rafael Câmara deu nesta quarta-feira (17) mais um passo dentro do plano da Ferrari para medir sua adaptação a um carro de Fórmula 1. O piloto pernambucano voltou ao cockpit da escuderia italiana no circuito de Barcelona-Catalunha, na Espanha, em seu segundo teste com o SF-25.
A atividade faz parte do programa de Testes de Carros Anteriores, conhecido no paddock pela sigla TPC, usado pelas equipes para dar quilometragem a pilotos em desenvolvimento sem interferir nos limites de treinos oficiais da temporada. Câmara já havia guiado o mesmo modelo em maio, no Hungaroring, na Hungria, em sua primeira experiência com um Fórmula 1 da Ferrari.
O novo teste acontece em um momento de alta na carreira do brasileiro. Campeão da Fórmula 3 em 2025, ele disputa agora a Fórmula 2 pela Invicta Racing e venceu pela primeira vez na categoria no último fim de semana, resultado que reforçou sua posição entre os nomes observados pela Ferrari Driver Academy.
Ferrari amplia quilometragem de Câmara na F1
A Ferrari Driver Academy acompanha Câmara desde novembro de 2021. O programa funciona como uma ponte entre as categorias de base e a Fórmula 1, com sessões em simulador, preparação física, acompanhamento técnico e oportunidades pontuais em carros da equipe.
Para um piloto de 21 anos que acaba de subir da F3 para a F2, cada teste desse tipo tem valor que vai além do tempo de volta. A equipe observa adaptação ao peso, à potência, à frenagem e aos procedimentos de um carro de Fórmula 1, além da comunicação com engenheiros e da consistência em sequências mais longas.
Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, já havia indicado que Câmara entraria na programação de testes da equipe. A tendência é que o brasileiro siga recebendo oportunidades dentro do programa de desenvolvimento enquanto acumula experiência na Fórmula 2.
O que o teste muda na corrida por uma vaga
O teste em Barcelona não representa uma promoção imediata à Fórmula 1, mas coloca Câmara em uma vitrine mais relevante dentro da estrutura da Ferrari. A escuderia costuma usar esse tipo de sessão para avaliar a evolução de jovens pilotos antes de possíveis participações em treinos livres de Grandes Prêmios.
A Ferrari não divulgou tempos, quilometragem nem uma avaliação técnica oficial da sessão. Também não há calendário público completo para os próximos testes de Câmara com a equipe.
O caminho mais concreto do brasileiro continua sendo a Fórmula 2. É ali que Câmara precisa transformar velocidade em resultados regulares para sustentar a candidatura a novas atividades com a Ferrari e, no médio prazo, disputar espaço na fila de pilotos observados para a Fórmula 1.











