A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Africa CDC anunciaram nesta sexta-feira (5) um plano de US$ 518 milhões para conter o surto de Ebola com a cepa Bundibugyo no leste da República Democrática do Congo (RDC), com execução prevista de junho a novembro de 2026.
Segundo a OMS, o surto já registra 381 casos confirmados e 62 mortes, contra 344 casos em 3 de junho. A agência disse que a resposta está em ritmo acelerado e que o objetivo é recuperar o atraso inicial na contenção.
Surto cresce e pressiona a resposta internacional
Na avaliação do órgão, o episódio é o quarto maior surto de Ebola já registrado. A OMS remeteu ao histórico recente da doença, incluindo o grande surto da África Ocidental entre 2014 e 2016, para justificar a mobilização de maior escala em caráter de emergência.
O pacote deve reforçar contenção, vigilância e resposta sanitária nas áreas afetadas, mas ainda não traz divulgação detalhada de como os recursos serão distribuídos por país e por ação.
Brasil mantém vigilância sem casos confirmados
No Brasil, Fiocruz e serviços de vigilância monitoram suspeitas em viajantes vindos de regiões afetadas, com atenção em unidades de referência do Rio de Janeiro e de São Paulo. Não há casos confirmados associados ao surto atual e não se registra transmissão local notificada.
Em 31 de maio, uma suspeita investigada em São Paulo foi descartada após confirmação de malária. O alerta, assim, segue em nível de preparação: triagem, investigação e resposta rápida em caso de suspeita.
O que muda agora
Com o plano já anunciado, a próxima etapa é operacional: transformar recursos em ações de campo nos próximos meses e reduzir a tendência de crescimento do surto no Congo. Para o Brasil, a consequência prática é manter a rede de vigilância preparada para impedir importação do vírus e permitir resposta imediata caso apareça um caso suspeito.










