O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta quarta-feira a distribuição do Fundo Eleitoral para 2026: R$ 4,9 bilhões divididos entre 30 partidos.
PL, PT e União Brasil lideram a tabela. Os valores são, respectivamente, R$ 881,6 milhões para o PL, R$ 615,3 milhões para o PT e R$ 526,2 milhões para a União Brasil.
As três siglas somam R$ 2,0231 bilhões, equivalente a 41% da verba total. Sozinhos, PT e PL concentram R$ 1,4969 bilhão, ou 30,5% do fundo. O bloco das sete maiores chega a pouco mais de 70% do total.
Concentração já muda o jogo
Na prática, a divisão inicial consolida a vantagem de quem já possui maior estrutura partidária. A regra de cálculo do fundo, que combina critérios de desempenho eleitoral e representação parlamentar, favorece legendas com base política mais robusta.
No cenário das eleições de 2026, isso significa que a disputa partidária começa com uma desigualdade financeira clara já no primeiro movimento, antes do repasse final por candidatura.
Próximo passo: repasses internos
Com os blocos já definidos, a etapa seguinte passa às mesas executivas dos partidos, que devem repartir os valores entre campanhas majoritárias e proporcionais, diretórios e regras de aplicação previstas na legislação.
O que já está claro é o efeito prático imediato: os partidos maiores entram na reta final com mais poder de fogo institucional, enquanto a organização interna será decisiva para medir como esse dinheiro chega, de fato, a candidatos e campanhas.











