Um idoso atraído por um falso corretor de imóveis foi resgatado pela Polícia Militar nesta quarta-feira (3) em um cativeiro em Cubatão, na Baixada Santista. A vítima foi levada ao local sob o pretexto de fechar uma negociação imobiliária, segundo a corporação.
De acordo com a Polícia Militar, o homem foi localizado preso dentro do imóvel onde estaria sendo discutida a suposta compra. A corporação confirmou o resgate e o golpe usado para atrair a vítima, mas não divulgou a idade exata nem o estado de saúde do idoso após a libertação.
Não há, até o momento, confirmação oficial de prisões, identificação de suspeitos ou indicação de quantas pessoas participaram da ação. Como o nome da vítima não foi divulgado, o PiraNOT preserva sua identidade e evita atribuir responsabilidade criminal a pessoas não confirmadas pela polícia.
Terceiro caso ligado a corretagem falsa no litoral em quatro meses
O resgate em Cubatão é o terceiro episódio documentado de golpe imobiliário na Baixada Santista em 2026. Em 18 de fevereiro, um falso corretor foi denunciado por aplicar um golpe de R$ 16 mil na venda de apartamentos no Guarujá. Não há, porém, confirmação policial de ligação entre aquele caso e o sequestro desta quarta.
Em abril, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) alertou para o crescimento de fraudes na região, envolvendo contratos falsos e imóveis inexistentes. O caso de Cubatão eleva o patamar dessa sequência: pela primeira vez, a negociação simulada teria sido usada para privar uma vítima de liberdade.
Polícia ainda precisa confirmar prisões e dinâmica do cativeiro
Os próximos passos do caso dependem de manifestação formal da Polícia Civil, que deverá assumir a investigação. Até a publicação desta matéria, não havia boletim detalhado, pedido de prisão temporária nem identificação oficial de investigados.
Três pontos seguem em aberto: a idade exata da vítima, a dinâmica completa do sequestro — incluindo quanto tempo o idoso ficou no cativeiro — e se há vínculo entre a quadrilha de Cubatão e os golpes imobiliários registrados em fevereiro e abril no litoral paulista. Sem essas respostas, a apuração permanece restrita ao que a PM confirmou no resgate.










