O promotor Fábio Vieira classificou o ex-vereador Jairinho como “psicopata severo” e Monique Medeiros como “narcisista” nesta quarta-feira (3), durante a sustentação da acusação no 10º dia do júri pela morte do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Rio.
“Um psicopata de um lado e uma narcisista de outro”, afirmou o promotor aos jurados, ao tentar desmontar a tese da defesa de Monique na reta final do julgamento. As expressões integram a tese acusatória apresentada em plenário e não correspondem a diagnósticos clínicos.
A fala ocorreu na fase de debates, etapa em que acusação e defesa expõem seus argumentos antes da deliberação do Conselho de Sentença. A defesa terá espaço para responder no próprio plenário, e Jairinho e Monique seguem na condição de réus até o veredicto.
O que está em jogo no plenário
Henry Borel tinha 4 anos quando morreu em 21 de março de 2021. Jairinho, então vereador no Rio, e Monique Medeiros, mãe da criança, foram presos em abril daquele ano e respondem pelos crimes atribuídos no processo que agora se aproxima do desfecho.
Iniciado em 25 de maio de 2026, o julgamento chegou nesta quarta ao 10º dia, sustentação da acusação. Pela duração, a sessão é apontada como o júri mais longo da história recente do Tribunal do Júri do Rio, em um caso que mobiliza atenção nacional pela morte de uma criança em contexto de violência doméstica e pelo mandato parlamentar exercido por um dos réus.
Próximos passos do julgamento
A próxima etapa é a réplica da defesa, ainda no 2º Tribunal do Júri do Rio, antes que o Conselho de Sentença decida sobre culpa ou absolvição. Em caso de condenação, a dosimetria das penas será definida pelo juiz presidente após o veredicto.
Não há prazo oficial divulgado para o encerramento dos debates nem para a leitura da sentença. Até lá, as qualificações feitas pelo promotor permanecem no campo da tese acusatória e serão confrontadas pela defesa antes da decisão final dos jurados.










