sábado, 18 de julho de 2026
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Grupo estava preso há uma semana após enchente bloquear saída; mergulhadores que atuaram no resgate tailandês de 2018 participam da operação

Cinco pessoas são encontradas vivas em caverna no Laos; buscas continuam

Grupo estava preso há uma semana após enchente bloquear saída; mergulhadores que atuaram no resgate tailandês de 2018 participam da operação

· 3 min de leitura · Atualizado em 31.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • O grupo entrou na caverna no dia 19 de maio para procurar ouro, mas uma enchente bloqueou a saída.
  • O momento em que os sobreviventes foram localizados foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais.
  • Socorrista que participou do resgate dos meninos tailandeses em 2018 integra a equipe de buscas.
  • A operação mobiliza mais de 100 pessoas, incluindo 15 mergulhadores especializados.

Após cruzar informações de equipes de resgate locais e relatos de testemunhas, autoridades confirmaram que cinco das sete pessoas que estavam presas há uma semana em uma caverna inundada na província de Xaysomboun, no Laos, foram encontradas com vida nesta quarta-feira (27). O grupo havia entrado na caverna no dia 19 de maio para procurar ouro e caçar animais selvagens, segundo moradores da região, mas uma enchente repentina provocou deslizamentos de terra que bloquearam a saída, encurralando os habitantes no interior da gruta.

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A confirmação do encontro foi feita pelo grupo de resgate laosiano Rescue Volunteer for People, em publicação nas redes sociais. “Encontramos 5 pessoas vivas e todas em segurança. Ainda estamos procurando por 2 pessoas”, informou a organização. O momento em que os sobreviventes foram localizados foi registrado em vídeo e compartilhado por um dos mergulhadores envolvidos nas buscas, mostrando o alívio dos integrantes da operação ao visualizar os resgatados.

De acordo com o socorrista tailandês Kengkach Bangkawong, que atua na operação, a equipe conseguiu chegar até os cinco sobreviventes às 16h30 do horário local — 6h30 no horário de Brasília. “Cinco pessoas foram encontradas em segurança. As buscas continuam pelas duas restantes”, afirmou em publicação no Facebook. Bangkawong integrou a equipe de resgate do time juvenil de futebol tailandês que ficou preso em uma caverna por 18 dias em 2018, operação que se tornou referência internacional e mobilizou esforços globais.

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Operação mobiliza mais de 100 pessoas

A operação no Laos mobiliza mais de 100 pessoas, incluindo cerca de 15 mergulhadores especializados. O resgate é considerado complexo devido aos túneis estreitos e parcialmente submersos da caverna, que se estende por aproximadamente 340 metros sob a terra. Equipes experientes em resgates subterrâneos foram convocadas para apoiar o esforço local, repetindo o modelo de cooperação internacional visto no episódio da Tailândia.

Na ocasião de 2018, doze jogadores de futebol juvenil e seu técnico ficaram presos na caverna Tham Luang, no norte da Tailândia, após chuvas monçônicas inundarem a saída. A operação de resgate durou semanas e envolveu mergulhadores de diversos países, resultando na retirada de todos com vida, embora um ex-fuzileiro naval tailandês tenha morrido durante os trabalhos de preparação.

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Estado de saúde e retirada ainda não divulgados

As autoridades ainda não informaram oficialmente o estado de saúde dos cinco sobreviventes localizados. Por enquanto, o grupo permanece no interior da caverna, e não há detalhes confirmados sobre o plano de retirada ou estimativa de quanto tempo a operação deve levar. O Centro MTK, que coordena o resgate, acompanha as condições da caverna, incluindo o nível da água e os obstáculos técnicos para remover as pessoas.

Especialistas em resgates subterrâneos apontam que a retirada pode ser tão complexa quanto a localização, especialmente se os sobreviventes estiverem enfraquecidos após uma semana sem alimentação adequada. A caverna, situ em área remota, apresenta desafios logísticos adicionais para o transporte de equipamentos e equipes.

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As buscas pelos dois desaparecidos continuam ativas, com mergulhadores explorando túneis laterais da formação geológica. Não há informações sobre a localização dos restantes dentro da estrutura subterrânea, mas as equipes mantêm a expectativa de encontrá-los com vida. O caso ganhou repercussão internacional devido ao paralelo direto com o drama vivido na Tailândia em 2018.


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