sábado, 18 de julho de 2026
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Limeira (SP)

Mulher é presa por racismo em Limeira após dizer a guarda que “preto não deveria usar farda”

· 2 min de leitura · Por Andrey Moral

Uma ocorrência de tráfico de drogas ontem (24), resultou na prisão de um homem de 28 anos por tráfico de drogas, e da irmã de 21 anos por crime de racismo contra um Guarda Civil Municipal, em Limeira, Região Metropolitana de Piracicaba.

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Segundo informações, a equipe Operacional realizava patrulhamento pelo bairro quando deteve um indivíduo em situação de flagrante por tráfico de drogas. O indivíduo foi conduzido à Santa Casa para a realização de exame de corpo de delito, porém teria resistido à prisão, sendo necessária a utilização de algemas para garantir a segurança da condução.

Já na Central de Flagrantes, familiares do homem, a mãe e a irmã, passaram a se exaltar diante da prisão. De acordo com os guardas, a irmã do detido de 21 anos, tentou interferir na ação policial e facilitar uma possível fuga do irmão.

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Durante o tumulto, ela teria agredido um dos GCMs no rosto e proferido ofensas de cunho racista contra outro GCM, afirmando que “preto não deveria usar farda” e chamando o guarda de “macaco”. Detalhe que a acusada também é afro descendente.

Diante da gravidade das ofensas, a mulher recebeu voz de prisão pelo crime de racismo, sendo conduzida à carceragem e permanecendo à disposição da Justiça. Conforme a legislação brasileira, o crime de racismo pode ser configurado independentemente da cor ou origem étnica da autora e da vítima.

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Após ser encaminhado à carceragem, o homem preso por tráfico passou a se autolesionar, batendo a cabeça contra as grades da cela. O delegado solicitou o apoio do Samu, que realizou o atendimento e o encaminhamento do suspeito ao hospital, onde foram constatados ferimentos leves.

A ocorrência seguia em andamento até o fechamento desta reportagem, com a mulher presa por racismo e o homem permanecendo detido pelo crime de tráfico de drogas.

Foto: Wagner Morente
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