sábado, 18 de julho de 2026
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Penas máximas por corrupção atingem cúpula do Exército de Libertação Popular enquanto general é investigado por espionagem atômica.

China condena ex-ministros da Defesa à morte e expõe crise nuclear no alto comando militar

Penas máximas por corrupção atingem cúpula do Exército de Libertação Popular enquanto general é investigado por espionagem atômica.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Ex-ministros da Defesa Wei Fenghe e Li Shangfu recebem pena de morte com suspensão por corrupção.
  • Penas se converterão em prisão perpétua, com confisco de bens e perda de direitos políticos.
  • General Zhang Youxia é afastado e acusado de vazar segredos do programa nuclear chinês aos EUA.
  • Expurgo é o mais severo da era Xi Jinping e atinge o topo do Exército de Libertação Popular.
  • Vazamento de dados nucleares expõe riscos à segurança tecnológica militar da China.

A condenação à morte de dois ex-ministros da Defesa da China revelou a maior crise no alto comando militar do país em décadas, com acusações que vão de suborno ao vazamento de dados do programa nuclear. As sentenças, as mais duras já aplicadas a oficiais de alta patente na campanha anticorrupção do presidente Xi Jinping, foram divulgadas neste dia 8 pelo tribunal militar que julgou os casos, conforme informou a agência estatal Xinhua.

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Wei Fenghe, de 72 anos, e Li Shangfu, de 68, receberam a pena capital com suspensão de dois anos — prática que, no direito chinês, converte-se em prisão perpétua sem liberdade condicional caso o condenado não cometa novo crime grave no período. Ambos também perderam direitos civis e tiveram todos os bens confiscados. Wei, que chefiou a pasta entre 2018 e 2023, foi condenado por aceitar subornos; Li, seu sucessor por sete meses em 2023, por corrupção ativa e passiva.

Vazamento de segredos nucleares e expurgo no Exército de Libertação Popular

As condenações integram um expurgo mais amplo que já atingiu o general Zhang Youxia, ex-vice-presidente da Comissão Militar Central e principal aliado de Xi nas Forças Armadas. Zhang foi afastado e acusado formalmente de repassar segredos do programa nuclear chinês aos Estados Unidos, algo sem precedentes entre oficiais de seu escalão. As investigações, segundo fontes do governo chinês, indicam que o vazamento comprometeu dados técnicos sobre ogivas e sistemas de lançamento.

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A ofensiva anticorrupção, que já puniu mais de 800 mil pessoas nos últimos dois anos, mirou desta vez o topo da hierarquia militar. Para analistas, a gravidade das acusações contra Zhang e a execução simbólica de Wei e Li sinalizam uma luta por controle do aparato tecnológico de defesa da China. “É uma mensagem inequívoca de que ninguém está acima do Partido, especialmente quando se trata de proteger os segredos que sustentam a dissuasão nuclear”, afirmou um pesquisador de segurança asiática que acompanha os julgamentos.

A comunidade internacional monitora o caso com apreensão. O vazamento de segredos atômicos, se confirmado, expõe fragilidades críticas na segurança cibernética e contrainteligência do ELP. Enquanto Pequim mantém silêncio sobre os valores exatos dos subornos, fica claro que a tecnologia militar — da propulsão nuclear a sistemas de mísseis — esteve no centro da crise que agora reconfigura o poder na China.

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