sábado, 18 de julho de 2026
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Casal produzia e vendia vídeos com as crianças; polícia cumpriu mandados em Itaguaí

Influenciadora e ex-marido são presos por estuprar e filmar os próprios filhos

Casal produzia e vendia vídeos com as crianças; polícia cumpriu mandados em Itaguaí

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Influenciadora e ex-marido foram presos dois anos após condenação de 23 anos por estupro e pornografia infantil dos próprios filhos.
  • Crimes incluíam produção e venda de vídeos com as crianças pela internet.
  • Prisões ocorreram em Itaguaí (RJ) entre 7 e 8 de maio de 2026.
  • Demora no cumprimento da pena revela falhas no monitoramento de condenados por crimes sexuais.
  • Caso reacende alerta sobre exploração sexual infantil digital e papel de familiares na produção de conteúdo ilegal.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta semana uma influenciadora digital e o ex-marido dela, mais de dois anos após a dupla ter sido condenada a 23 anos de prisão por estuprar, filmar e vender vídeos dos próprios filhos menores de idade. As prisões ocorreram entre a noite de quinta-feira (7) e a manhã de sexta (8), em Itaguaí, na região metropolitana do Rio, conforme a corporação.

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A condenação data de 2023, mas o casal permaneceu foragido desde então. A demora no cumprimento da pena expôs uma falha no sistema de monitoramento de condenados por crimes sexuais, especialmente quando envolvem réus com visibilidade pública. A influenciadora mantinha perfil ativo nas redes sociais até a prisão, de acordo com a investigação.

Abusos filmados e vendidos na internet

As investigações da Polícia Civil apontaram que, além dos estupros de vulnerável, o casal produzia material pornográfico com as crianças e comercializava os vídeos pela internet. Os crimes teriam ocorrido ao longo de meses, com a participação direta de ambos os pais, conforme relatórios do inquérito.

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A pena de 23 anos de reclusão, imposta pela Justiça, é compatível com a gravidade dos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal. Contudo, a falta de prisão imediata após a sentença permitiu que os dois continuassem soltos até agora.

Prisões em Itaguaí

A mulher foi detida no fim da tarde de quinta-feira; o homem, na manhã seguinte. Ambos não reagiram à ação dos agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável pelo caso. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos presos para preservar a identidade das vítimas — procedimento padrão em crimes dessa natureza.

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O caso é mais um capítulo na luta contra a exploração sexual infantil no ambiente digital. Dados da organização SaferNet Brasil indicam que as denúncias de pornografia infantil na internet cresceram 70% nos últimos dois anos. A Polícia Federal, por meio da operação ‘Dark Room’, já indicou que redes sociais e a deep web são usadas para a distribuição desse tipo de conteúdo, muitas vezes produzido por familiares das vítimas.


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